
Como já era esperado, o Mineirão será um dos 12 estádios a receber jogos
Os horizontes da capital mineira vão ter um novo aspecto quando a bola começar a rolar no gramado do Mineirão, na Copa do Mundo de 2014. Até o início das partidas, BH e os municípios mais próximos vão atrair milhões de reais em investimentos do poder público e da iniciativa privada. A movimentação dos empresários está em campo. Todos têm um objetivo em comum: apenas investir em projetos que permaneçam lucrativos depois que os portões dos estádios forem fechados. A ideia é consolidar Belo Horizonte como um destino internacional do turismo de negócios, para que ela possa ganhar com eventos antes da Copa e muito mais depois dela.
Segundo a secretária de estado de Turismo, Érica Drumond, o importante é aprimorar uma agenda internacional. Só com a garantia de que haverá feiras, congressos e exposições com bom público é que os investimentos serão definidos e concretizados. “Temos de aprimorar a captação de eventos internacionais de porte”, afirma. Para receber esse tipo de turismo de negócios, no entanto, a Região Metropolitana de Belo Horizonte ainda é carente de estrutura. Apenas o Expominas e o Minascentro não dão conta de sediar mais eventos do que o previsto atualmente. É por isso que os investimentos em centros de convenções vão ser os primeiros a sair do papel. Nessa área serão, pelo menos, R$ 267 milhões em aportes, antes de 2014
Nesse montante entram a construção do Centro de Convenções de Belo Horizonte, na Avenida Cristiano Machado (em frente ao Hotel Ouro Minas); do Centro de Convenções do Inhotim, em Brumadinho (na Grande BH); e a expansão do Expominas. Com esses espaços prontos, passam a ser justificáveis os investimentos em hotelaria. A presidente da regional mineira da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), Silvania Capanema, conta que hoje há 112 hotéis em BH. Na Região Central de Minas, ou seja, a até uma hora e meia do Mineirão, há uma rede com mais de 300 unidades hoteleiras, contando com pousadas.
Isso significa uma capacidade para hospedar cerca de 32 mil pessoas. “Como um jogo importante deve atrair umas 20 mil pessoas, acredito que estamos bem. Mas é necessário melhorar as opções existentes.” No entanto, é bom observar que a Fifa avaliou a rede hoteleira de BH como uma das piores do país.
Recepção à vista
Além das reformas que vão ser providenciadas pelos empresários, no setor hoteleiro já há investimentos em curso que vão também atender aos torcedores da Copa. São, pelo menos, sete projetos na Grande BH. A Accor tem dois hotéis definidos para a região. A Arco Thess Hotéis também tem dois empreendimentos da bandeira San Diego. Em Brumadinho, o empresário Bernardo Paz prepara dois projetos: um hotel com capacidade para até 300 apartamentos e uma pousada sofisticada com 43 chalés.
No município ainda há outro projeto, o do Chelsea Hotel, com 38 quartos. Apenas esses empreendimentos já definidos devem representar mais de R$ 150 milhões em investimentos. Mas a expectativa é de que até 2014 esse montante chegue perto de R$ 600 milhões, com um total de 30 novos projetos na região. A maioria deve ser definida em 2011, uma vez que são necessários dois anos para a construção de um hotel.
Ainda são esperados investimentos em entretenimento. O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), Paulo Nonaka, acredita que, apesar da volatilidade do setor, é possível um acréscimo de 1 mil estabelecimentos aos 12 mil já existentes. A secretária de Turismo, Érica Drumond, lembra que o gasto do turista internacional no Brasil chega à média de US$ 250 (cerca de R$ 500) por dia.
Em uma estimativa conservadora, com 15 mil pessoas de fora assistindo aos jogos em BH, durante a Copa esse público pode representar uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 300 milhões. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Roberto Alfeu, lembra que em 2006 a Alemanha registrou movimentação financeira de US$ 2,5 bilhões com a Copa do Mundo. “Como estamos entre as maiores cidades do país, acredito que podemos ficar com uma boa fatia.”
Pelo ar
O Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) e o da Pampulha também vão passar por melhorias. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), até março de 2014 Confins vai receber R$ 215,5 milhões para ampliação do terminal de passageiros e construção de edifício garagem. Isso sem contar recursos previstos entre este ano e 2011, que passam de R$ 63 milhões e incluem o aumento da pista de pouso e decolagem em 600 metros.
Na Pampulha, a Infraero vai investir R$ 7 milhões nos próximos quatro anos em ampliação do pátio de aeronaves, entre outras modificações. Na opinião do arquiteto Gustavo Penna, que tem sua assinatura no projeto do Centro de Convenções de Inhotim e no Expominas, “não há como frear” as mudanças em BH até 2014.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/01/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=112647/em_noticia_interna.shtml

Nenhum comentário:
Postar um comentário