A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério da Previdência Social e o Ministério Público Federal, conseguiu desarticular uma quadrilha de fraudadores do INSS. Na manhã desta segunda-feira, duas mulheres foram presas, uma em Belo Horizonte e outra em Sete Lagoas, na Região Central do estado. Elas são suspeitas de causar um rombo na Previdência de cerca de R$ 15,5 milhões. Outras quatro pessoas foram indiciadas.
Segundo a delegada da PF, Cristina Bueno Camatta, as estelionatárias agiam desde 2001, mas as investigações só começaram a partir de 2006. Em todo esse tempo, 430 pessoas que nunca contribuíram para o INSS conseguiram se aposentar, usando documentos falsos e simulando serem portadoras de algum transtorno psiquiátrico.
Durante as apurações da Operação "Tarja Preta", a PF descobriu que o grupo criminoso fraudava a Previdência, mediante a implantação de vínculos empregatícios falsos, em carteiras de trabalho e em GFIPs (Guias do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social). Após forjarem os documentos, a dupla orientava os clientes a se passarem por doentes mentais, o que facilitava a obtenção das aposentadorias por invalidez.
As duas mulheres, cujos nomes não foram divulgados, contavam com o apoio de interceptadores no interior de Minas. "Era uma quadrilha razoavelmente organizada. Elas contavam com o apoio de um contador, já identificado e indiciado por estelionato. Havia também pessoas que faziam o traslado do interior para a capital, aquelas que captavam os clientes, entre outras", explicou a delegada. Uma servidora do INSS em Sete Lagoas, suspeita de envolvimento no esquema, já foi afastada do trabalho.
Os policiais federais cumpriram os seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Sete Lagoas, Itabirito, Fonseca, Bela Vista de Minas, além da capital.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/06/08/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=113692/em_noticia_interna.shtml
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