
Pedro escolhe o carro que vai ganhar de presente dos pais, Nelson e Marília, que pretender fechar negócio já
A chance de comprar um carro zero-quilômetro com a redução de até 8% no preço chega à reta final. O estoque dos modelos mais populares está praticamente esgotado, a 15 dias do fim do prazo da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “Algumas versões do Fiesta, Eco Sport e Ford Ka, por exemplo, estão quase acabando. Quem quiser cor e opcionais específicos pode ficar na mão. O cliente que encomendar para entrega em julho vai ter que pagar a diferença do imposto”, informou o gerente comercial da Inova, Bruno Fiúza. As concessionárias estabeleceram metas ambiciosas de vendas ontem e hoje, com a promessa de ofertas especiais para atender o aumento da procura.
No feirão da rede Fiat, aberto ontem às 9h, com previsão de encerramento às 17h de hoje, no Centro de Convenções Expominas, 1,5 mil carros estão sendo oferecidos por meia dúzia de revendedoras da marca. A isca é o adiamento para 2014 do pagamento da entrada em planos que podem chegar a 72 meses. O gerente regional da montadora, Eduardo Monteiro Torres, afirmou que as taxas de juros, de 0,86% a 1,40% ao mês, foram cortadas em 20%. Modelos Ford também podem ser negociados até as 16h de hoje no feirão montado pela Concessionária Pisa, na Avenida Amazonas, Bairro Nova Suíça.
Segundo Antônio Longuinho, gerente da revendedora, a Ford confirmou a decisão de antecipar 20% da produção programada para julho, o que garantirá maior número de unidades faturadas com IPI reduzido. “O movimento na loja cresceu 90% na semana passada. Só aceitamos encomendas com entrega certa até 30 de junho”, disse Longuinho. A concessionária está perdendo negócios com a decisão de não prometer a entrega do veículo antes da volta da cobrança do IPI, no mesmo patamar pré-crise.
Há fila de espera pelo carro novo na Líder BH, concessionária Chevrolet. O gerente Dálcio Amorim disse que todo esforço está sendo feito para entrega de encomendas ainda este mês. “O fluxo de clientes aumentou exageradamente e a segunda quinzena é historicamente melhor. Quem deixar para comprar depois do dia 25 pode não encontrar o modelo desejado”, afirmou.
O administrador Nelson Tanietti reservou o fim de semana para procurar o carro que será dado como presente ao filho Pedro, de 18 anos, pelo entrada dele no curso de engenharia mecânica. A dificuldade está justamente na exigência do airbag, opcional que não tem sido encontrado em veículos para entrega antes do fim do prazo de redução do IPI. “Acredito que o governo vai retirar o imposto, mas de forma gradativa. Estou disposto a fechar o negócio de imediato”, afirmou Nelson Tanietti. Com a mulher Marília e o filho, ele definiu o orçamento para a compra em R$ 40 mil, contando com uma economia de R$ 2 mil a R$ 3 mil por meio da redução do IPI.
Embora o mercado trabalhe com a expectativa de término do desconto este mês, ainda existe a polêmica sobre a prorrogação do benefício. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou quarta-feira que quer uma política permanente de redução do imposto para a indústria automotiva até que a crise financeira internacional seja superada. Ele admitiu não ter conversado com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o assunto, mas considera a medida um importante antídoto contra os efeitos da turbulência no Brasil. Mantega havia dito, no início da semana, que não tinha nenhuma intenção de prorrogar pela segunda vez a redução do imposto. O alívio fiscal entrou em vigor no começo de dezembro, com prazo inicial até março, quando foi estendido até o meio do ano.
Se depender dos sindicatos de trabalhadores, que pressionaram o governo pela desoneração do IPI em troca da manutenção do emprego no setor, o acordo só será renovado com a garantia de contrapartidas, inclusive, o aumento do número de postos de trabalho, defende Marcelino da Rocha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas. Ao contrário do que se esperava, as montadoras cortaram 6,4 mil postos de trabalho no país entre dezembro de 2008 e maio passado. O quadro de pessoal passou de 131,2 mil pessoas para 120,4 mil no período. “Com desempenho no mesmo nível de 2008, as montadoras têm de readmitir e aumentar o quadro de funcionários”, afirma Marcelino da Rocha.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/14/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=114481/em_noticia_interna.shtml

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