Luciana (nome fictício), de 28 anos, casada, sempre foi vaidosa, preocupada com a aparência, mas logo depois do nascimento do segundo filho teve pânico de continuar engordando e perder os suaves contornos do corpo de antes. Ela não saberia ser gorda e feliz, o que a levou a sucessivas dietas e a ingerir anorexígenos em excesso. Dos remédios controlados, passou a beber exageradamente. Nas festas, consumia cerveja e champanhe e declarava para todos à sua volta que não era ninguém sem a bebida. Substituiu a comida pelo álcool, mas continuou a tomar anfetaminas para manter o corpo magro, até que “pirou”, como contam as amigas. Teve um ataque de nervos na porta do prédio luxuoso em que mora, num bairro nobre de Belo Horizonte. Chamado às pressas, o marido encontrou a mulher desmaiada ao volante do carro. Os dois filhos, de 5 e 2 anos, estavam em prantos no banco de trás.
Aos poucos, as amigas foram se afastando, as empregadas abandonaram o trabalho, uma depois da outra, por não suportarem mais a agressividade e os constantes desmaios da patroa. Quem vê Luciana pode garantir que ela está cada dia mais magra e bela, com corpo de modelo, mas perdeu o bom humor, uma de suas principais qualidades. Nas festas, ela era sempre o centro das atenções, mas aos poucos foi se autodestruindo, principalmente quando falava, sem nenhum constrangimento, que “não sabia como tinha chegado em casa nem com quem”. O casamento está desmoronando, o marido assumiu a tarefa de levar e buscar os filhos na escola, mas ela continua achando que tem de emagrecer mais, mesmo à custa de anfetaminas e álcool.
A drunkorexia (do inglês drunk, que significa bêbado), ou ebriorexia (em espanhol) ou anorexia alcoólica (em português), não pode ser considerada uma nova doença. Nem mesmo os termos são científicos. “São apenas novos nomes para designar quadros que estão em evidência na mídia, ou seja, a associação de transtorno alimentar com uso abusivo do álcool, que tem a função de reduzir o apetite, controlar a ansiedade, encobrir o mal-estar dos conflitos pessoais e das dificuldades de cada um”, explica Ana Raquel Corrêa e Silva, psiquiatra, que faz parte do Núcleo de Investigação de Anorexia e Bulimia (Niab), do Hospital das Clínicas da UFMG.
O fato é que essa associação já preocupa os pais, principalmente depois que o tema foi parar na novela Viver a vida, da Rede Globo. A personagem Renata, vivida pela atriz Bárbara Paz, foi diagnosticada com o distúrbio e sofrerá muito até aceitar que precisa de cuidados médicos.
fonte http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/11/01/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=134131/em_noticia_interna.shtml
domingo, 1 de novembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Minas tem 10 das 25 melhores universidades do país
Dez das 25 universidades mais bem conceituadas do Brasil estão em Minas Gerais. São Paulo e Rio de Janeiro, com quatro cada um, vêm a seguir. O novo ranking, divulgado segunda-feira pelo Ministério da Educação (MEC), leva em conta o Índice Geral de Cursos (IGC), criado em 2007 para avaliar numa única nota a graduação, o mestrado e o doutorado oferecidos nas salas de aula. O indicador atribui uma pontuação de 0 a 500 a cada instituição de ensino – quanto mais alta, melhor é o desempenho. O resultado é importante porque informa ao aluno como está o estabelecimento em que estuda e ajuda a sociedade a selecionar as empresas que insistem em não se aperfeiçoar ao mercado educacional.
As 25 melhores do país
A planilha também reforça a diferença entre o ensino público e o privado, pois, do seleto grupo de 25 universidades, 20 são federais, três estaduais e apenas duas particulares. Em Minas, as 10 melhores são da União. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ocupa a primeira posição no estado e a terceira no país. Ficou com pontuação 410, atrás apenas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (415). “Temos que trabalhar para chegarmos ao primeiro lugar (geral)”, comemorou o reitor da UFMG, Ronaldo Tadêu Penna, que atribui o sucesso aos alunos, mas, sobretudo, aos professores.
“Costumo dizer que a instituição demanda 25 horas de dedicação. Os profissionais comprometidos com a faculdade são um dos principais responsáveis pelo resultado. Com isso, os estudantes também criam grande motivação para se envolver com os trabalhos da universidade. Estou satisfeito com o reconhecimento da qualidade”, acrescentou. O destaque da UFMG agradou a Camila da Cunha Leite, de 19 anos, estudante do 3º período de arquitetura. Ela avalia que está sendo bem preparada para o mercado de trabalho, pois, desde o início, teve oportunidade de fazer estágios e recebe acompanhamento próximo dos mestres. “Eles têm compromisso com os alunos.”
Mas a grande novidade no ranking de excelência é a Universidade Federal de Lavras (Ufla), no Sul de Minas, que, no ano passado, comemorou seu primeiro centenário. A instituição aparece pela primeira vez no seleto grupo: é a quarta do ranking de excelência, com nota 405. A Ufla desbancou a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (401) e a tradicional Universidade Federal de Viçosa (UFV), também na Zona da Mata, cujos pontos somaram 398. “Temos uma infraestrutura muito boa, tanto nos cursos de graduação quanto nos de pós. E, em relação aos docentes, mais de 95% são mestres e doutores. É uma alta qualificação”, diz João Chrysostomo de Resende Júnior, pró-reitor de Graduação da Ufla.
Já a Universidade de Uberaba (Uniube), no Triângulo Mineiro; a Universidade do Vale do Rio Doce (Univale), de Governador Valadares; e a Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), que tem vários câmpus no estado e cuja sede é em Barbacena, ficaram com nota 203, a pontuação mais baixa entre as mineiras.
A reitora da Univale, Ana Angélica Coelho, explica que a criação do indicador não leva em conta apenas o conhecimento acadêmico dos alunos. Há questões, segundo ela, que dizem respeito à infraestrutura da entidade e que foge ao conhecimento do estudante. Lembra que o MEC faz pergunta do tipo “você conhece os programas de iniciação científica de sua instituição?”. “Nosso programa de iniciação é riquíssimo e, às vezes, o aluno não o conhece. Uma simples resposta de ‘não conheço ou não sei’ interfere no resultado.”
A Unipac, em nota, informa que “as universidades mineiras, até então vinculadas ao Conselho Estadual de Ensino, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), migraram para o Sistema Federal de Ensino. A Unipac já está tomando as providências necessárias para adequação às exigências do MEC. Diante da nova realidade, a Fundação Presidente Antônio Carlos (Fupac), mantenedora da Unipac e da Rede de Faculdades Isoladas, protocolou no MEC os seus câmpus e demais faculdades. Com relação ao IGC, o mesmo considerou os câmpus pertencentes à Unipac e demais faculdades isoladas, permitindo que se obtivesse um resultado diferente da realidade. As faculdades isoladas devem ser avaliadas individualmente. Sendo assim, a Unipac reafirma seu compromisso com a qualidade do ensino ministrado em seus câmpus e com o fiel cumprimento das exigências educacionais estabelecidas pelo MEC”.
Outras tabelas
O IGC permitiu ao MEC a elaboração de outras duas tabelas. Uma leva em conta os centros universitários. A segunda recebeu a rubrica de “outros”, pois aborda institutos, faculdades isoladas e integradas, escolas de nível superior etc. Nesse caso, a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), do Rio, ficou com a maior nota das três tabelas: 469. Mas ela só teve um curso avaliado. Para se ter ideia, a UFMG, com nota 410, teve 42 cursos avaliados. O MEC também divulgou a nota por faixas e, nesse caso, a situação geral das quase 2 mil instituições analisadas não é positiva, pois apenas 1% delas obtiveram a pontuação máxima, que oscila de um a cinco.
Metodologia
Para cálculos do IGC, o MEC usa a média dos conceitos preliminares de cursos (CPC) da instituição, que tem como base o desempenho dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o conhecimento obtido no curso pelo aluno e variáveis de insumo, como o corpo docente, infraestrutura e organização didático-pedagógica. Para a pós-graduação, o IGC leva em conta critérios estabelecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
fonte http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/09/01/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=125463/em_noticia_interna.shtml
As 25 melhores do país
A planilha também reforça a diferença entre o ensino público e o privado, pois, do seleto grupo de 25 universidades, 20 são federais, três estaduais e apenas duas particulares. Em Minas, as 10 melhores são da União. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ocupa a primeira posição no estado e a terceira no país. Ficou com pontuação 410, atrás apenas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (415). “Temos que trabalhar para chegarmos ao primeiro lugar (geral)”, comemorou o reitor da UFMG, Ronaldo Tadêu Penna, que atribui o sucesso aos alunos, mas, sobretudo, aos professores.
“Costumo dizer que a instituição demanda 25 horas de dedicação. Os profissionais comprometidos com a faculdade são um dos principais responsáveis pelo resultado. Com isso, os estudantes também criam grande motivação para se envolver com os trabalhos da universidade. Estou satisfeito com o reconhecimento da qualidade”, acrescentou. O destaque da UFMG agradou a Camila da Cunha Leite, de 19 anos, estudante do 3º período de arquitetura. Ela avalia que está sendo bem preparada para o mercado de trabalho, pois, desde o início, teve oportunidade de fazer estágios e recebe acompanhamento próximo dos mestres. “Eles têm compromisso com os alunos.”
Mas a grande novidade no ranking de excelência é a Universidade Federal de Lavras (Ufla), no Sul de Minas, que, no ano passado, comemorou seu primeiro centenário. A instituição aparece pela primeira vez no seleto grupo: é a quarta do ranking de excelência, com nota 405. A Ufla desbancou a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (401) e a tradicional Universidade Federal de Viçosa (UFV), também na Zona da Mata, cujos pontos somaram 398. “Temos uma infraestrutura muito boa, tanto nos cursos de graduação quanto nos de pós. E, em relação aos docentes, mais de 95% são mestres e doutores. É uma alta qualificação”, diz João Chrysostomo de Resende Júnior, pró-reitor de Graduação da Ufla.
Já a Universidade de Uberaba (Uniube), no Triângulo Mineiro; a Universidade do Vale do Rio Doce (Univale), de Governador Valadares; e a Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), que tem vários câmpus no estado e cuja sede é em Barbacena, ficaram com nota 203, a pontuação mais baixa entre as mineiras.
A reitora da Univale, Ana Angélica Coelho, explica que a criação do indicador não leva em conta apenas o conhecimento acadêmico dos alunos. Há questões, segundo ela, que dizem respeito à infraestrutura da entidade e que foge ao conhecimento do estudante. Lembra que o MEC faz pergunta do tipo “você conhece os programas de iniciação científica de sua instituição?”. “Nosso programa de iniciação é riquíssimo e, às vezes, o aluno não o conhece. Uma simples resposta de ‘não conheço ou não sei’ interfere no resultado.”
A Unipac, em nota, informa que “as universidades mineiras, até então vinculadas ao Conselho Estadual de Ensino, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), migraram para o Sistema Federal de Ensino. A Unipac já está tomando as providências necessárias para adequação às exigências do MEC. Diante da nova realidade, a Fundação Presidente Antônio Carlos (Fupac), mantenedora da Unipac e da Rede de Faculdades Isoladas, protocolou no MEC os seus câmpus e demais faculdades. Com relação ao IGC, o mesmo considerou os câmpus pertencentes à Unipac e demais faculdades isoladas, permitindo que se obtivesse um resultado diferente da realidade. As faculdades isoladas devem ser avaliadas individualmente. Sendo assim, a Unipac reafirma seu compromisso com a qualidade do ensino ministrado em seus câmpus e com o fiel cumprimento das exigências educacionais estabelecidas pelo MEC”.
Outras tabelas
O IGC permitiu ao MEC a elaboração de outras duas tabelas. Uma leva em conta os centros universitários. A segunda recebeu a rubrica de “outros”, pois aborda institutos, faculdades isoladas e integradas, escolas de nível superior etc. Nesse caso, a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), do Rio, ficou com a maior nota das três tabelas: 469. Mas ela só teve um curso avaliado. Para se ter ideia, a UFMG, com nota 410, teve 42 cursos avaliados. O MEC também divulgou a nota por faixas e, nesse caso, a situação geral das quase 2 mil instituições analisadas não é positiva, pois apenas 1% delas obtiveram a pontuação máxima, que oscila de um a cinco.
Metodologia
Para cálculos do IGC, o MEC usa a média dos conceitos preliminares de cursos (CPC) da instituição, que tem como base o desempenho dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o conhecimento obtido no curso pelo aluno e variáveis de insumo, como o corpo docente, infraestrutura e organização didático-pedagógica. Para a pós-graduação, o IGC leva em conta critérios estabelecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
fonte http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/09/01/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=125463/em_noticia_interna.shtml
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Polícia encontra armas e drogas enterradas em sítio
Dois homens foram presos por policiais do 36º Batalhão da Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira, em um sítio no município de Capim Branco, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em uma operação de combate ao tráfico de drogas na região. No sítio, os policiais encontraram armas e entorpecentes enterrados no quintal.
Segundo a Polícia Militar, depois de duas semanas de investigação, a polícia chegou ao sítio, chamado Recanto Mineiro, em Capim Branco, com a suspeita de que o lugar era usado como laboratório de refino de drogas.
De acordo com o sargento Félix, do 36º BPM, as drogas foram achadas enterradas no quintal: 40 quilos de pasta base de cochttp://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4727770149771098006aína, aproximadamente 15 quilos de tabletes de cocaína prensada, 15 pacotes de pedras de crack.
As armas estavam enterradas em um tonel, debaixo de uma jabuticabeira: um fuzil 762, duas metralhadoras de fabricação caseira e coletes a prova de balas idênticos aos usados pela PM. Junto com os suspeitos, os militares apreenderam três veículos: um Audi A3 preto, uma picape e uma moto Falcon.
De acordo com a PM, além das armas, drogas e veículos, foram apreendidos 454 cartuchos de munição, seis celulares e uma prensa industrial usada para prensar drogas.
Os suspeitos detidos foram identificados pela PM como Emerson dos Santos Martins e Deivison Gregório de Oliveira. Eles foram levados para a Delegacia de Pedro Leopoldo.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/08/26/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=124591/em_noticia_interna.shtml
Segundo a Polícia Militar, depois de duas semanas de investigação, a polícia chegou ao sítio, chamado Recanto Mineiro, em Capim Branco, com a suspeita de que o lugar era usado como laboratório de refino de drogas.
De acordo com o sargento Félix, do 36º BPM, as drogas foram achadas enterradas no quintal: 40 quilos de pasta base de cochttp://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4727770149771098006aína, aproximadamente 15 quilos de tabletes de cocaína prensada, 15 pacotes de pedras de crack.
As armas estavam enterradas em um tonel, debaixo de uma jabuticabeira: um fuzil 762, duas metralhadoras de fabricação caseira e coletes a prova de balas idênticos aos usados pela PM. Junto com os suspeitos, os militares apreenderam três veículos: um Audi A3 preto, uma picape e uma moto Falcon.
De acordo com a PM, além das armas, drogas e veículos, foram apreendidos 454 cartuchos de munição, seis celulares e uma prensa industrial usada para prensar drogas.
Os suspeitos detidos foram identificados pela PM como Emerson dos Santos Martins e Deivison Gregório de Oliveira. Eles foram levados para a Delegacia de Pedro Leopoldo.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/08/26/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=124591/em_noticia_interna.shtml
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
BH faz mutirão contra a gripe suína
Belo Horizonte entra em nova fase para atender pacientes com sintomas de contaminação pelo influenza A (H1N1), doença que já matou mais de 100 pessoas no país. Nesta quarta-feira, os postos de saúde da rede municipal começam, efetivamente, a atender casos suspeitos de gripe suína. São 149 unidades, sendo oito UPAS (pronto atendimento), que poderão desafogar o Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Eduardo de Menezes. Também nesta quarta-feira será inaugurada uma ala especial, com dois contêineres, no Hospital Odilon Behrens, o que significa reforço substancial no enfrentamento da doença.
Esse reforço chega em boa hora porque, na terça-feira, corredores de hospitais e de unidades de pronto atendimento estavam lotados: grávidas sem proteção ao lado de pessoas também sem máscaras e com suposta contaminação. Pacientes com febre alta e vômito constante esperando até quatro horas por atendimento. Outra prova da sobrecarga é o número de internados no HC, que já chega ao limite da sua capacidade, que é de 24 pessoas, sendo que na terça-feira havia 22 internadas.
Com 111 casos confirmados e 595 suspeitos, BH aposta na abertura dos postos ao atendimento dos casos suspeitos para tentar regularizar o serviço. Além disso, HC anunciou que abrirá mais oito leitos de CTI exclusivos para tratamento de pacientes graves com suspeita de influenza A (H1N1), sendo dois pediátricos e seis adultos. A expectativa, de acordo com o diretor clínico do hospital, Antônio Luiz Ribeiro, é chegar a 19 leitos. “Atendemos até 100 pessoas por dia. Com a abertura dos postos, esperamos uma redução de 50% na procura.”
Terça-feira, a demora no atendimento do ambulatório referência para casos de gripe suína no HC irritou pacientes. Alegando que estava contaminada, Rosângela Alvarenga Coutinho desistiu de ser atendida e voltou para casa, com febre alta, tosse e dor no corpo. “Fui mal recebida pela equipe médica. Estava há mais de duas horas esperando pela consulta. Por isso, vou procurar hospitais particulares”, reclamou. Reconhecendo que a alta procura resulta em demora, o diretor do HC disse que há nervosismo também entre os médicos. “É uma doença nova, a equipe está se desdobrando e o clima é tenso.”
Com quatro meses de gravidez, Lucilene Pereira, de 27 anos, chegou às 10h à UPA Venda Nova, na região de mesmo nome, dizendo que estava com febre, tosse, dor no corpo e coriza. Passadas cinco horas, a mulher, que, pela sua condição, está incluída no grupo de risco de contaminação pelo influenza A (H1N1), não tinha sido atendida. O maior temor de Lucilene era ser contaminada por outras dezenas de pessoas que esperavam consulta com suspeita de gripe suína. “Estou passando muito mal e com muito medo”, disse, chorando, a jovem, que parecia ter dificuldade para respirar.
Ao lado dela, Geraldo Oliveira Andrade, que não tem dúvida de estar contaminado pelo vírus, também reclamou da demora. “Tenho febre alta, tosse e dor no corpo. Fiz a triagem e me disseram que posso estar com o vírus. Mesmo assim, estou esperando há três horas.” No Hospital Risoleta Neves, em Venda Nova, depois de três horas esperando por atendimento, Ralf Santos, de 26, que, além de tosse e febre alta, vomitava constantemente, foi transferido para a UPA Venda Nova. Ele trabalha no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande BH, e contou que todos os dias tem contato com pessoas de vários países. “Tenho sintomas e possíveis vínculos. Mas vou ter que ir a outra unidade e esperar ainda mais para receber atendimento”, reclamou.
Pior estava a promotora de vendas Laene Viveiros. Com febre alta, tosse, dor no corpo e falta de ar, não teve preferência na fila do Odilon Behrens. Ela contou que teve contato com a jovem que morreu em Betim, na Grande BH, uma possível vítima da gripe suína em Minas. “Trabalhei com ela numa empresa onde muitos se contaminaram. Estou há uma hora esperando. O que é um absurdo.”
De acordo com a diretora de urgência do Hospital Odilon Behrens, Iara Cristina Neves, Laene foi classificada fora de risco e, por isso, “podia esperar um pouco pelo atendimento”. “Não quer dizer que quem está com suspeita da doença tenha preferência. Somos o hospital que atende urgência, temos pacientes com várias enfermidades graves. Por isso, pedimos a quem está com suspeita da gripe que procure postos de saúde mais próximos de sua região.”
Mortes
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que a morte de um metalúrgico em Sete Lagoas, na semana passada, foi causada por hantavirose, e não por gripe suína, como se suspeitava. Outras três mortes de mineiros com suspeita de contaminação estão sendo investigadas. Nesta quarta-feira, será sepultada a adolescente que morreu em Porto de Galinhas (PE), onde estava em férias com amigos. Parentes questionam o atendimento que a jovem teria recebido no estado nordestino.
Nota
A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) informou, em nota, que, para atender a população em toda a rede, distribuiu máscaras aos profissionais de saúde e pacientes suspeitos. “Na UPA Venda Nova o protocolo prevê que todo o paciente que relatar estar gripado receberá máscara já na recepção. Os casos suspeitos de gripe A esperam pelo atendimento em um consultório especial para essa demanda”, diz o texto. Ainda de acordo com a SMSA, a UPA Venda Nova atendeu terça-feira apenas um único caso suspeito de influenza A. “O paciente foi imediatamente isolado, recebendo atendimento e sendo encaminhado de volta ao seu domicílio, sem ter contato com os demais usuários na unidade”, acrescentou.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/08/05/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=121579/em_noticia_interna.shtml
Esse reforço chega em boa hora porque, na terça-feira, corredores de hospitais e de unidades de pronto atendimento estavam lotados: grávidas sem proteção ao lado de pessoas também sem máscaras e com suposta contaminação. Pacientes com febre alta e vômito constante esperando até quatro horas por atendimento. Outra prova da sobrecarga é o número de internados no HC, que já chega ao limite da sua capacidade, que é de 24 pessoas, sendo que na terça-feira havia 22 internadas.
Com 111 casos confirmados e 595 suspeitos, BH aposta na abertura dos postos ao atendimento dos casos suspeitos para tentar regularizar o serviço. Além disso, HC anunciou que abrirá mais oito leitos de CTI exclusivos para tratamento de pacientes graves com suspeita de influenza A (H1N1), sendo dois pediátricos e seis adultos. A expectativa, de acordo com o diretor clínico do hospital, Antônio Luiz Ribeiro, é chegar a 19 leitos. “Atendemos até 100 pessoas por dia. Com a abertura dos postos, esperamos uma redução de 50% na procura.”
Terça-feira, a demora no atendimento do ambulatório referência para casos de gripe suína no HC irritou pacientes. Alegando que estava contaminada, Rosângela Alvarenga Coutinho desistiu de ser atendida e voltou para casa, com febre alta, tosse e dor no corpo. “Fui mal recebida pela equipe médica. Estava há mais de duas horas esperando pela consulta. Por isso, vou procurar hospitais particulares”, reclamou. Reconhecendo que a alta procura resulta em demora, o diretor do HC disse que há nervosismo também entre os médicos. “É uma doença nova, a equipe está se desdobrando e o clima é tenso.”
Com quatro meses de gravidez, Lucilene Pereira, de 27 anos, chegou às 10h à UPA Venda Nova, na região de mesmo nome, dizendo que estava com febre, tosse, dor no corpo e coriza. Passadas cinco horas, a mulher, que, pela sua condição, está incluída no grupo de risco de contaminação pelo influenza A (H1N1), não tinha sido atendida. O maior temor de Lucilene era ser contaminada por outras dezenas de pessoas que esperavam consulta com suspeita de gripe suína. “Estou passando muito mal e com muito medo”, disse, chorando, a jovem, que parecia ter dificuldade para respirar.
Ao lado dela, Geraldo Oliveira Andrade, que não tem dúvida de estar contaminado pelo vírus, também reclamou da demora. “Tenho febre alta, tosse e dor no corpo. Fiz a triagem e me disseram que posso estar com o vírus. Mesmo assim, estou esperando há três horas.” No Hospital Risoleta Neves, em Venda Nova, depois de três horas esperando por atendimento, Ralf Santos, de 26, que, além de tosse e febre alta, vomitava constantemente, foi transferido para a UPA Venda Nova. Ele trabalha no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande BH, e contou que todos os dias tem contato com pessoas de vários países. “Tenho sintomas e possíveis vínculos. Mas vou ter que ir a outra unidade e esperar ainda mais para receber atendimento”, reclamou.
Pior estava a promotora de vendas Laene Viveiros. Com febre alta, tosse, dor no corpo e falta de ar, não teve preferência na fila do Odilon Behrens. Ela contou que teve contato com a jovem que morreu em Betim, na Grande BH, uma possível vítima da gripe suína em Minas. “Trabalhei com ela numa empresa onde muitos se contaminaram. Estou há uma hora esperando. O que é um absurdo.”
De acordo com a diretora de urgência do Hospital Odilon Behrens, Iara Cristina Neves, Laene foi classificada fora de risco e, por isso, “podia esperar um pouco pelo atendimento”. “Não quer dizer que quem está com suspeita da doença tenha preferência. Somos o hospital que atende urgência, temos pacientes com várias enfermidades graves. Por isso, pedimos a quem está com suspeita da gripe que procure postos de saúde mais próximos de sua região.”
Mortes
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que a morte de um metalúrgico em Sete Lagoas, na semana passada, foi causada por hantavirose, e não por gripe suína, como se suspeitava. Outras três mortes de mineiros com suspeita de contaminação estão sendo investigadas. Nesta quarta-feira, será sepultada a adolescente que morreu em Porto de Galinhas (PE), onde estava em férias com amigos. Parentes questionam o atendimento que a jovem teria recebido no estado nordestino.
Nota
A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) informou, em nota, que, para atender a população em toda a rede, distribuiu máscaras aos profissionais de saúde e pacientes suspeitos. “Na UPA Venda Nova o protocolo prevê que todo o paciente que relatar estar gripado receberá máscara já na recepção. Os casos suspeitos de gripe A esperam pelo atendimento em um consultório especial para essa demanda”, diz o texto. Ainda de acordo com a SMSA, a UPA Venda Nova atendeu terça-feira apenas um único caso suspeito de influenza A. “O paciente foi imediatamente isolado, recebendo atendimento e sendo encaminhado de volta ao seu domicílio, sem ter contato com os demais usuários na unidade”, acrescentou.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/08/05/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=121579/em_noticia_interna.shtml
quarta-feira, 22 de julho de 2009
lEmpresa suspeita de adulterar frota na Grande BH
Policiais militares do 39º Batalhão acompanharam dois oficiais de justiça que cumpriram mandado de busca e apreensão na sede da empresa de transporte de gás Aguiar Filhos, com sede no bairro Inconfidentes, em Contagem, na Grande Belo Horizonte. A empresa é suspeita de adulterar placas de veículos da sua frota.
Segundo o tenente Jaime Souza, assim que os oficias começaram a vistoria e fotografaram alguns veículos, o gerente de logística da empresa retirou as placas e as escondeu. Ele será detido e existe a suspeita de que outros chassis e placas estejam adulterados.
Foram apreendidos um caminhão e quatro carretas. O caminhão ficará retido, pois encontra-se carregado. Ainda segundo o policial, há cerca de 20 caminhões no local.
Segundo o tenente, a Polícia Civil e advogados da empresa também estavam no local. A empresa foi pocurada pela reportagem mas não havia se pronunciado até o ínício desta tarde.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/07/22/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=119710/em_noticia_interna.shtml
Segundo o tenente Jaime Souza, assim que os oficias começaram a vistoria e fotografaram alguns veículos, o gerente de logística da empresa retirou as placas e as escondeu. Ele será detido e existe a suspeita de que outros chassis e placas estejam adulterados.
Foram apreendidos um caminhão e quatro carretas. O caminhão ficará retido, pois encontra-se carregado. Ainda segundo o policial, há cerca de 20 caminhões no local.
Segundo o tenente, a Polícia Civil e advogados da empresa também estavam no local. A empresa foi pocurada pela reportagem mas não havia se pronunciado até o ínício desta tarde.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/07/22/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=119710/em_noticia_interna.shtml
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Prefeitos e INSS abrem guerra de números
Na briga entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e municípios brasileiros pelos débitos previdenciários, o segundo grupo levou a pior. Embora admita que prefeituras devem ao INSS R$ 22,4 bilhões, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) cobra do órgão R$ 26,7 bilhões – o que representaria um crédito de R$ 4,6 bilhões aos cofres públicos municipais. Já a Secretaria da Receita Federal reconhece uma dívida do INSS de apenas R$ 6,7 bilhões. Para resolver a guerra de números, os prefeitos conseguiram garantir na Lei 11.960/09, aprovada no mês passado pelo Congresso Nacional, a obrigatoriedade de um encontro de contas. Mas bastou uma canetada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que a regra fosse retirada.
O presidente Lula vetou ainda outro ponto primordial para os prefeitos: a adoção da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) para a atualização dos débitos (atualmente é pela Selic, índice superior de correção). “Isso não é uma atitude inteligente. A inadimplência (das prefeituras) é hoje muito alta. Seria melhor realizar o encontro de contas e adotar um índice menor de correção para que todos pudessem pagar suas dívidas e resolver seus problemas”, diz a deputada federal Rose de Freitas (PMDB-ES), relatora na Câmara da Medida Provisória (MP) 457/09, convertida em junho na lei que trouxe as novas regras para o parcelamento das dívidas com os municípios.
Para chegar ao volume de R$ 26,7 bilhões devidos pelo INSS, a CNM aponta três fontes de receita: ressarcimento pela contribuição de agentes políticos ao INSS entre 1998 e 2004; compensação referente aos servidores aprovados em concurso público; e abatimento determinado pela Súmula 8 do Supremo Tribunal Federal (STF). Este, aliás, é o maior volume de créditos reclamado pelas prefeituras: R$ 18,9 bilhões. A súmula determina a prescrição de todas as dívidas contraídas há mais de cinco anos. Segundo levantamento da CNM, 63% das cobranças feitas hoje pelo INSS deveriam ser canceladas por estarem fora da regra imposta pelo Supremo.
Bola de neve
Graças às parcelas que devem pagar mensalmente ao INSS, os cofres das prefeituras deixam de receber boa parte dos recursos referentes ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) – repassados pela União nos dias 10, 20 e 30 de cada mês. De acordo com dados da CNM, 1.367 cidades brasileiras têm na verba mais de 50% de suas receitas. Em outros 3.871, a soma do FPM e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é equivalente a mais da metade da receita.
O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), o prefeito de Conselheiro Lafaiete, José Milton (PSDB), lamenta a polêmica que ainda envolve a dívida previdenciária. Ele conta que o débito total do município que administra com o INSS chega atualmente a R$ 61 milhões. Com um encontro de contas, poderia se ver livre de R$ 8 milhões que são devidos pelo órgão. “Os reparcelamentos representam uma bola de neve e torna as dívidas a cada dia mais impagáveis. Mas por enquanto não temos alternativa”, afirma.
A renegociação é importante para que os inadimplentes consigam certidões negativas de débitos e tenham convênios aprovados. Por isso os prefeitos têm aderido, ao longo dos anos, a novos parcelamentos com as regras e índices impostos pela União. O Ministério da Previdência foi procurado pela reportagem mas não comentou o assunto.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2009/07/20/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=119334/em_noticia_interna.shtml
O presidente Lula vetou ainda outro ponto primordial para os prefeitos: a adoção da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) para a atualização dos débitos (atualmente é pela Selic, índice superior de correção). “Isso não é uma atitude inteligente. A inadimplência (das prefeituras) é hoje muito alta. Seria melhor realizar o encontro de contas e adotar um índice menor de correção para que todos pudessem pagar suas dívidas e resolver seus problemas”, diz a deputada federal Rose de Freitas (PMDB-ES), relatora na Câmara da Medida Provisória (MP) 457/09, convertida em junho na lei que trouxe as novas regras para o parcelamento das dívidas com os municípios.
Para chegar ao volume de R$ 26,7 bilhões devidos pelo INSS, a CNM aponta três fontes de receita: ressarcimento pela contribuição de agentes políticos ao INSS entre 1998 e 2004; compensação referente aos servidores aprovados em concurso público; e abatimento determinado pela Súmula 8 do Supremo Tribunal Federal (STF). Este, aliás, é o maior volume de créditos reclamado pelas prefeituras: R$ 18,9 bilhões. A súmula determina a prescrição de todas as dívidas contraídas há mais de cinco anos. Segundo levantamento da CNM, 63% das cobranças feitas hoje pelo INSS deveriam ser canceladas por estarem fora da regra imposta pelo Supremo.
Bola de neve
Graças às parcelas que devem pagar mensalmente ao INSS, os cofres das prefeituras deixam de receber boa parte dos recursos referentes ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) – repassados pela União nos dias 10, 20 e 30 de cada mês. De acordo com dados da CNM, 1.367 cidades brasileiras têm na verba mais de 50% de suas receitas. Em outros 3.871, a soma do FPM e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é equivalente a mais da metade da receita.
O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), o prefeito de Conselheiro Lafaiete, José Milton (PSDB), lamenta a polêmica que ainda envolve a dívida previdenciária. Ele conta que o débito total do município que administra com o INSS chega atualmente a R$ 61 milhões. Com um encontro de contas, poderia se ver livre de R$ 8 milhões que são devidos pelo órgão. “Os reparcelamentos representam uma bola de neve e torna as dívidas a cada dia mais impagáveis. Mas por enquanto não temos alternativa”, afirma.
A renegociação é importante para que os inadimplentes consigam certidões negativas de débitos e tenham convênios aprovados. Por isso os prefeitos têm aderido, ao longo dos anos, a novos parcelamentos com as regras e índices impostos pela União. O Ministério da Previdência foi procurado pela reportagem mas não comentou o assunto.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2009/07/20/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=119334/em_noticia_interna.shtml
terça-feira, 14 de julho de 2009
Brasil tenta vencer barreiras que impedem crescimento sustentado do PIB
A economia brasileira voltou a crescer. É o que apontam vários indicadores econômicos recentes. Depois de enfrentar a crise que jogou o PIB mundial para baixo, aos poucos, o Brasil vai se distanciando da turbulência e se preparando para voltar a apresentar taxas robustas de expansão. A questão agora é: o país conseguirá enfim superar os velhos entraves que barram o crescimento sustentado?
Fazer essa pergunta até há poucos dias soaria esnobe. Seria como se preocupar com a decoração e a qualidade dos móveis de uma casa pegando fogo. Mas, agora que o incêndio parece ter passado – ou diminuído sensivelmente –, os analistas voltam a se debruçar sobre os grandes temas da economia brasileira, menos vinculados ao curto prazo. O economista e professor da Unicamp Luiz Gonzaga Belluzzo é um deles. Para Belluzzo, que trabalhou no Ministério da Fazenda na época do Plano Cruzado, o Brasil é um país com vocação para o crescimento (aliás, até os anos 1980, era o país com a maior média de expansão no século 20), mas que precisa urgentemente resolver alguns problemas estruturais. “Estamos em uma sinuca de bico: a economia precisa avançar, mas ainda tem uma base frágil para isso”, afirma.
O Estado de Minas ouviu outros economistas para falar sobre esses entraves. De modo geral, eles citam a infraestrutura deficiente, a má qualidade do gasto público, o marco regulatório confuso e ineficaz, a baixa taxa de investimento (e de poupança), a alta carga tributária e a desigualdade social, aliada à pobreza. Como se vê, não é pouca coisa, o que mostra o tamanho do desafio que o país tem pela frente. O lado bom é que parece ser consensual a necessidade de encarar esse jogo. E, o que é melhor ainda, todos dizem que o momento para isso é agora. Nathan Blanche, sócio-diretor da Tendências Consultoria Integrada, afirma que tem se surpreendido com os resultados da economia brasileira desde o início da crise.
“Estamos voltando à normalidade dentro da anomalia de uma crise mundial secular. O Brasil surpreende, dado o tamanho da escassez de crédito e da retranca de movimento de capitais em nível mundial. O desafio agora é recuperar investimentos e o nível de atividade”, acredita. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de investimento no país – formação bruta de capital fixo – fechou os três primeiros meses de 2009 em 16,6% do Produto Interno Bruto. Trata-se do menor número para primeiros trimestres desde 2005, quando ficou em 15,9% de janeiro a março. “O país precisa de investimentos voltados para a infraestrutura, uma vez que a capacidade ociosa das indústrias ainda é grande e isso significa que os investimentos no setor vão demorar mais a acontecer”, aponta.
Para tentar resolver a questão, o governo tem nas mãos o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “O problema é que ele ainda não decolou o suficiente por problemas de licenciamento ambiental, falta de recursos, de definições técnicas e dificuldades políticas”, explica Gilberto Braga, professor de economia do Ibmec no Rio de Janeiro. Como 2010 é ano de eleição presidencial, nem mesmo uma esperada pisada no acelerador em 2009 garantirá um aumento significativo da velocidade de implementação do PAC.
O atraso nas obras do programa coloca em risco, por exemplo, o fornecimento de energia no Brasil em 2012, uma das questões cruciais para o desenvolvimento do país. Além disso, a indefinição de marcos regulatórios como o do pré-sal, que o governo vem anunciando desde o final de 2007, também afugentará investidores e atrasará a produção de petróleo em águas profundas no Brasil. “Os tempos de crise são um momento ideal para investimentos em infraestrutura porque eles preparam o país para os tempos de bonança e geram renda e riqueza”, completa Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
A carga tributária e os maus gastos do governo são outro entrave para o crescimento, lamenta o diretor do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Fernando Steinbruch. Dados da entidade mostram que 2008 foi encerrado com uma carga tributária de 36,5% em relação ao PIB no Brasil. “Esse percentual vem crescendo acima do PIB nos últimos anos e isso indica que a população brasileira está ficando mais pobre”, diz. As despesas de longo prazo do governo federal com a folha de pagamento podem comprometer o lado fiscal do país, funcionando como um empecilho ao crescimento.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/07/14/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=118584/em_noticia_interna.shtml
Fazer essa pergunta até há poucos dias soaria esnobe. Seria como se preocupar com a decoração e a qualidade dos móveis de uma casa pegando fogo. Mas, agora que o incêndio parece ter passado – ou diminuído sensivelmente –, os analistas voltam a se debruçar sobre os grandes temas da economia brasileira, menos vinculados ao curto prazo. O economista e professor da Unicamp Luiz Gonzaga Belluzzo é um deles. Para Belluzzo, que trabalhou no Ministério da Fazenda na época do Plano Cruzado, o Brasil é um país com vocação para o crescimento (aliás, até os anos 1980, era o país com a maior média de expansão no século 20), mas que precisa urgentemente resolver alguns problemas estruturais. “Estamos em uma sinuca de bico: a economia precisa avançar, mas ainda tem uma base frágil para isso”, afirma.
O Estado de Minas ouviu outros economistas para falar sobre esses entraves. De modo geral, eles citam a infraestrutura deficiente, a má qualidade do gasto público, o marco regulatório confuso e ineficaz, a baixa taxa de investimento (e de poupança), a alta carga tributária e a desigualdade social, aliada à pobreza. Como se vê, não é pouca coisa, o que mostra o tamanho do desafio que o país tem pela frente. O lado bom é que parece ser consensual a necessidade de encarar esse jogo. E, o que é melhor ainda, todos dizem que o momento para isso é agora. Nathan Blanche, sócio-diretor da Tendências Consultoria Integrada, afirma que tem se surpreendido com os resultados da economia brasileira desde o início da crise.
“Estamos voltando à normalidade dentro da anomalia de uma crise mundial secular. O Brasil surpreende, dado o tamanho da escassez de crédito e da retranca de movimento de capitais em nível mundial. O desafio agora é recuperar investimentos e o nível de atividade”, acredita. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de investimento no país – formação bruta de capital fixo – fechou os três primeiros meses de 2009 em 16,6% do Produto Interno Bruto. Trata-se do menor número para primeiros trimestres desde 2005, quando ficou em 15,9% de janeiro a março. “O país precisa de investimentos voltados para a infraestrutura, uma vez que a capacidade ociosa das indústrias ainda é grande e isso significa que os investimentos no setor vão demorar mais a acontecer”, aponta.
Para tentar resolver a questão, o governo tem nas mãos o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “O problema é que ele ainda não decolou o suficiente por problemas de licenciamento ambiental, falta de recursos, de definições técnicas e dificuldades políticas”, explica Gilberto Braga, professor de economia do Ibmec no Rio de Janeiro. Como 2010 é ano de eleição presidencial, nem mesmo uma esperada pisada no acelerador em 2009 garantirá um aumento significativo da velocidade de implementação do PAC.
O atraso nas obras do programa coloca em risco, por exemplo, o fornecimento de energia no Brasil em 2012, uma das questões cruciais para o desenvolvimento do país. Além disso, a indefinição de marcos regulatórios como o do pré-sal, que o governo vem anunciando desde o final de 2007, também afugentará investidores e atrasará a produção de petróleo em águas profundas no Brasil. “Os tempos de crise são um momento ideal para investimentos em infraestrutura porque eles preparam o país para os tempos de bonança e geram renda e riqueza”, completa Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
A carga tributária e os maus gastos do governo são outro entrave para o crescimento, lamenta o diretor do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Fernando Steinbruch. Dados da entidade mostram que 2008 foi encerrado com uma carga tributária de 36,5% em relação ao PIB no Brasil. “Esse percentual vem crescendo acima do PIB nos últimos anos e isso indica que a população brasileira está ficando mais pobre”, diz. As despesas de longo prazo do governo federal com a folha de pagamento podem comprometer o lado fiscal do país, funcionando como um empecilho ao crescimento.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/07/14/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=118584/em_noticia_interna.shtml
domingo, 12 de julho de 2009
Casais à beira do divórcio deveriam ser obrigados a 'dar tempo', diz estudo
Casais à beira do divórcio deveriam ser obrigados a "dar um tempo" de três meses antes de entrarem oficialmente com o pedido na Justiça, segundo recomenda um relatório realizado pela think tank britânica Centre for Social Justice, dirigido pelo ex-líder do Partido Conservador Iain Duncan Smith.
O documento, intitulado "Every Family Matters" ("Toda família tem seu valor", em tradução livre), defende o intervalo de três meses para que maridos e esposas reflitam sobre seu casamento e avaliem a possibilidade de reconciliação.
O relatório sugere ainda que o governo adote uma série de medidas que poderiam "salvar uniões salváveis", como uma rede de centros de aconselhamento psicológico gratuito para casais antes e durante o casamento, seguindo o modelo de um programa adotado na Austrália.
Segundo o documento, noivos deveriam ser incentivados a participar de cursos sobre o casamento.
Expectativas
O documento recomenda também que as autoridades britânicas apliquem incentivos fiscais para estimular o casamento, e critica planos do governo de oferecer direitos a casais não casados.
Em entrevista à BBC, Duncan Smith disse que os jovens de hoje têm "expectativas incrivelmente altas" em relação ao casamento, em comparação com seus avós. "Com tantas famílias desestruturadas vivendo ao redor desses jovens, é até irônica a expectativa que eles colocam no casamento", afirmou. "Mas a ideia de compromisso - de dois vivendo como um - parece estar desaparecendo", completou.
O relatório, a ser publicado nesta segunda-feira, defende ainda que o casamento beneficia toda a sociedade. "As pessoas casadas são estatisticamente mais inclinadas a cumprir a lei e a se envolver em atividades que apoiam a nação", afirma o documento. "O fim do casamento e de outros relacionamentos menos estáveis geram gastos para a sociedade - não apenas os custos de diretos de manter pais solteiros, mas também o impacto indireto em empregos, educação, saúde e criminalidade."
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2009/07/12/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=118424/em_noticia_interna.shtml
O documento, intitulado "Every Family Matters" ("Toda família tem seu valor", em tradução livre), defende o intervalo de três meses para que maridos e esposas reflitam sobre seu casamento e avaliem a possibilidade de reconciliação.
O relatório sugere ainda que o governo adote uma série de medidas que poderiam "salvar uniões salváveis", como uma rede de centros de aconselhamento psicológico gratuito para casais antes e durante o casamento, seguindo o modelo de um programa adotado na Austrália.
Segundo o documento, noivos deveriam ser incentivados a participar de cursos sobre o casamento.
Expectativas
O documento recomenda também que as autoridades britânicas apliquem incentivos fiscais para estimular o casamento, e critica planos do governo de oferecer direitos a casais não casados.
Em entrevista à BBC, Duncan Smith disse que os jovens de hoje têm "expectativas incrivelmente altas" em relação ao casamento, em comparação com seus avós. "Com tantas famílias desestruturadas vivendo ao redor desses jovens, é até irônica a expectativa que eles colocam no casamento", afirmou. "Mas a ideia de compromisso - de dois vivendo como um - parece estar desaparecendo", completou.
O relatório, a ser publicado nesta segunda-feira, defende ainda que o casamento beneficia toda a sociedade. "As pessoas casadas são estatisticamente mais inclinadas a cumprir a lei e a se envolver em atividades que apoiam a nação", afirma o documento. "O fim do casamento e de outros relacionamentos menos estáveis geram gastos para a sociedade - não apenas os custos de diretos de manter pais solteiros, mas também o impacto indireto em empregos, educação, saúde e criminalidade."
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2009/07/12/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=118424/em_noticia_interna.shtml
Mel pode ajudar a combater infecções hospitalares, diz estudo
Um estudo realizado na Austrália mostrou que uma variedade de mel típica da Oceania pode ser um eficiente agente no tratamento de infecções de pele e no combate a infecções hospitalares.
Cientistas da Universidade de Sydney descobriram que o mel neo-zelandês conhecido como Manuka contém uma substância altamente tóxica para bactérias, chamada metilglioxal.
“A superbactéria conhecida como MRSA, que é resistente a vários tipos de antibiótico e pode provocar várias infecções graves em hospitais, é altamente suscetível ao mel”, explicou à BBC Dee Carter, um dos autores do estudo.
Segundo o cientista, em tese, o metilglioxal também seria tóxico aos seres humanos. “Mas há outras substâncias no mel que evitam que ele seja tóxico para as células humanas, ao mesmo tempo em que promove a destruição das bactérias”, disse.
Propriedades probióticas
Os pesquisadores esperam que, no futuro, produtos esterilizados à base de mel possam substituir pomadas antibacterianas e anti-sépticas no tratamento de cortes, queimaduras, picadas de inseto e outras doenças de pele.
Mas Carter reconhece que ainda são necessários novos estudos para provar a médicos que o mel Manuka pode ser um poderoso medicamento alternativo.
“Precisamos da ciência por trás disso, e é o que estamos fazendo. Médicos não querem ouvir falar de algo que pode soar como coisa de curandeiro. Eles querem algo com validação científica”, disse.
Outros pesquisadores australianos acreditam que os benefícios do mel vão além do tratamento de problemas de pele. Estudos realizados no país examinaram as propriedades probióticas do alimento, que possui uma parcela de carboidratos que são "quebrados" no intestino delgado, enquanto o resto passa sem ser digerido até o intestino grosso.
“Com o processo, esses açúcares estimulam o desenvolvimento de bactérias saudáveis no intestino, o que por sua vez ajuda a prevenir o acúmulo de toxinas”, explicou à BBC a especialista em alimentos Rosie Stern.
Segundo ela, isso ajuda a evitar males como o câncer intestinal, a síndrome do intestino irritável, a doença de Crohn e a colite ulcerativa.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2009/07/12/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=118427/em_noticia_interna.shtml
Cientistas da Universidade de Sydney descobriram que o mel neo-zelandês conhecido como Manuka contém uma substância altamente tóxica para bactérias, chamada metilglioxal.
“A superbactéria conhecida como MRSA, que é resistente a vários tipos de antibiótico e pode provocar várias infecções graves em hospitais, é altamente suscetível ao mel”, explicou à BBC Dee Carter, um dos autores do estudo.
Segundo o cientista, em tese, o metilglioxal também seria tóxico aos seres humanos. “Mas há outras substâncias no mel que evitam que ele seja tóxico para as células humanas, ao mesmo tempo em que promove a destruição das bactérias”, disse.
Propriedades probióticas
Os pesquisadores esperam que, no futuro, produtos esterilizados à base de mel possam substituir pomadas antibacterianas e anti-sépticas no tratamento de cortes, queimaduras, picadas de inseto e outras doenças de pele.
Mas Carter reconhece que ainda são necessários novos estudos para provar a médicos que o mel Manuka pode ser um poderoso medicamento alternativo.
“Precisamos da ciência por trás disso, e é o que estamos fazendo. Médicos não querem ouvir falar de algo que pode soar como coisa de curandeiro. Eles querem algo com validação científica”, disse.
Outros pesquisadores australianos acreditam que os benefícios do mel vão além do tratamento de problemas de pele. Estudos realizados no país examinaram as propriedades probióticas do alimento, que possui uma parcela de carboidratos que são "quebrados" no intestino delgado, enquanto o resto passa sem ser digerido até o intestino grosso.
“Com o processo, esses açúcares estimulam o desenvolvimento de bactérias saudáveis no intestino, o que por sua vez ajuda a prevenir o acúmulo de toxinas”, explicou à BBC a especialista em alimentos Rosie Stern.
Segundo ela, isso ajuda a evitar males como o câncer intestinal, a síndrome do intestino irritável, a doença de Crohn e a colite ulcerativa.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2009/07/12/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=118427/em_noticia_interna.shtml
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Adolescente é apreendido com granada em Betim
Um adolescente de 15 anos foi apreendido na noite de quarta-feira com uma granada na Rua Campos Diourique, no Bairro Jardim das Alterosas, em Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Duas garotas de 13 e 17 anos que acompanhavam o menor também foram detidas.
Segundo policiais militares do 33° Batalhão, os jovens foram abordados durante patrulhamento de rotina em um praça da região. O rapaz de 15 anos portava um revólver calibre 38. Na residência dele a polícia encontrou uma granada de uso exclusivo das forças armadas. Foram apreendidos ainda uma réplica de pistola, quatro celulares e R$52.
Ainda segundo a polícia, o menor afirmou que estava armado porque tinha sido ameaçado de morte. Os menores foram encaminhados à 8ª Delegacia Seccional de Betim, onde o caso foi registrado, mas já foram liberados. Os militares vão averiguar a procedência das armas.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/07/09/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=118022/em_noticia_interna.shtml
Segundo policiais militares do 33° Batalhão, os jovens foram abordados durante patrulhamento de rotina em um praça da região. O rapaz de 15 anos portava um revólver calibre 38. Na residência dele a polícia encontrou uma granada de uso exclusivo das forças armadas. Foram apreendidos ainda uma réplica de pistola, quatro celulares e R$52.
Ainda segundo a polícia, o menor afirmou que estava armado porque tinha sido ameaçado de morte. Os menores foram encaminhados à 8ª Delegacia Seccional de Betim, onde o caso foi registrado, mas já foram liberados. Os militares vão averiguar a procedência das armas.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/07/09/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=118022/em_noticia_interna.shtml
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Faculdades particulares demitem quase 300 professores.
O ajuste do quadro de professores na Faculdade Estácio de Sá, Fundação Helena Antipoff e no Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH) já levou à demissão de quase 300 docentes nas três instituições. Somente na Estácio de Sá, 70 foram afastados segunda-feira, número que pode chegar a 140 no início do semestre letivo, segundo estimativas do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas). “A faculdade vem cortando em 30% a remuneração dos professores nos últimos anos e estava querendo propor redução de salário para os contratados com piso superior, o que nós não aceitamos”, afirma Gilson Reis, presidente do Sinpro Minas.
Segundo professores demitidos da Estácio de Sá, que não quiseram ser identificados, a proposta era de redução de um terço do salário para manutenção do emprego. “Os contratados antes de 2005 ganhavam cerca de 30% a mais que aqueles admitidos após esse período. O novo diretor tomou posse e solicitou uma solução para esse descompasso dos salários”, afirma um dos dispensados. Diante da situação, os cerca de 140 professores propuseram o corte dos salários, o que não foi aceito pelo sindicato. “Vamos entrar com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para suspensão de demissões futuras e já pedimos que os salários sejam equiparados levando em consideração o piso superior, sem que haja cortes”, explica Gilson.
Outro professor afirmou que a instituição não tentou negociar. “Para abrir mão de parte do salário estávamos solicitando o mínimo de estabilidade e reposição de carga horária, que, nos últimos anos, só vem diminuindo para esses docentes contratados antes de 2005.” No fim da noite, reunião realizada com os professores assegurou vários direitos aos demitidos e aos que quiserem deixar a instituição, segundo Gilson.
PDV
No Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH), 125 professores aderiram ao Programa de Demissões Voluntárias (PDV) e serão desligados no início do semestre letivo. O número representa cerca de 15% do quadro de docentes, que, hoje, totaliza 760 pessoas. Segundo Luiz Edmundo Rosa, vice-presidente de desenvolvimento humano e sustentabilidade do Grupo Ânima, responsável pela manutenção do Uni-BH, a adequação do quadro de professores à grade de currículos é feita semestralmente e a melhor opção encontrada para o ajuste foi o lançamento do PDV. “As adesões foram muito superiores ao que esperávamos”, comemora Rosa.
Os desligados terão direito a R$ 12 mil em créditos na instituição com carência de 24 meses e 10% da remuneração recebida para cada ano trabalhado, respeitando o teto de dois salários. O PDV, porém, causa polêmica. O sindicato contesta a medida e acredita tratar-se de um processo de demissões em massa que pode atingir 200 professores. Ontem foi realizada uma reunião para negociação entre as partes, mas, até o fechamento desta edição, as discussões ainda estavam em andamento.
Sem recursos
Na Fundação Helena Antipoff, em Ibirité, Região Central do estado, todos os 97 professores de ensino superior foram dispensados após mudança da instituição gestora dos recursos financeiros da faculdade. “Quem administrava esses recursos era o Centro de Pesquisas e Projetos Pedagógicos, que acabou sendo extinto devido à falta de recursos proveniente do aumento do índice de inadimplência e redução de alunos. A administração agora passa para as mãos do estado, que se comprometeu a pagar os direitos trabalhistas dos professores, assim como os salários de abril e maio, que estão atrasados”, afirma Teresinha Andrade, diretora da Fundação Helena Antipoff.
Ela garante que ainda há possibilidade de os mestres continuarem a prestar serviços para a instituição. “Enquanto não é realizado concurso público, os professores podem assinar um contrato administrativo de caráter temporário com o estado. Isso está aberto a todos”, garante.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/07/08/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=117834/em_noticia_interna.shtml
Segundo professores demitidos da Estácio de Sá, que não quiseram ser identificados, a proposta era de redução de um terço do salário para manutenção do emprego. “Os contratados antes de 2005 ganhavam cerca de 30% a mais que aqueles admitidos após esse período. O novo diretor tomou posse e solicitou uma solução para esse descompasso dos salários”, afirma um dos dispensados. Diante da situação, os cerca de 140 professores propuseram o corte dos salários, o que não foi aceito pelo sindicato. “Vamos entrar com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para suspensão de demissões futuras e já pedimos que os salários sejam equiparados levando em consideração o piso superior, sem que haja cortes”, explica Gilson.
Outro professor afirmou que a instituição não tentou negociar. “Para abrir mão de parte do salário estávamos solicitando o mínimo de estabilidade e reposição de carga horária, que, nos últimos anos, só vem diminuindo para esses docentes contratados antes de 2005.” No fim da noite, reunião realizada com os professores assegurou vários direitos aos demitidos e aos que quiserem deixar a instituição, segundo Gilson.
PDV
No Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH), 125 professores aderiram ao Programa de Demissões Voluntárias (PDV) e serão desligados no início do semestre letivo. O número representa cerca de 15% do quadro de docentes, que, hoje, totaliza 760 pessoas. Segundo Luiz Edmundo Rosa, vice-presidente de desenvolvimento humano e sustentabilidade do Grupo Ânima, responsável pela manutenção do Uni-BH, a adequação do quadro de professores à grade de currículos é feita semestralmente e a melhor opção encontrada para o ajuste foi o lançamento do PDV. “As adesões foram muito superiores ao que esperávamos”, comemora Rosa.
Os desligados terão direito a R$ 12 mil em créditos na instituição com carência de 24 meses e 10% da remuneração recebida para cada ano trabalhado, respeitando o teto de dois salários. O PDV, porém, causa polêmica. O sindicato contesta a medida e acredita tratar-se de um processo de demissões em massa que pode atingir 200 professores. Ontem foi realizada uma reunião para negociação entre as partes, mas, até o fechamento desta edição, as discussões ainda estavam em andamento.
Sem recursos
Na Fundação Helena Antipoff, em Ibirité, Região Central do estado, todos os 97 professores de ensino superior foram dispensados após mudança da instituição gestora dos recursos financeiros da faculdade. “Quem administrava esses recursos era o Centro de Pesquisas e Projetos Pedagógicos, que acabou sendo extinto devido à falta de recursos proveniente do aumento do índice de inadimplência e redução de alunos. A administração agora passa para as mãos do estado, que se comprometeu a pagar os direitos trabalhistas dos professores, assim como os salários de abril e maio, que estão atrasados”, afirma Teresinha Andrade, diretora da Fundação Helena Antipoff.
Ela garante que ainda há possibilidade de os mestres continuarem a prestar serviços para a instituição. “Enquanto não é realizado concurso público, os professores podem assinar um contrato administrativo de caráter temporário com o estado. Isso está aberto a todos”, garante.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/07/08/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=117834/em_noticia_interna.shtml
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Venda de veículos no 1º semestre é recorde, diz Anfavea
As vendas de veículos no mercado brasileiro somaram 300.157 unidades em junho deste ano, o que representa uma alta de 21,5% ante maio de 2009 e de 17,2% na comparação com junho de 2008. No acumulado do primeiro semestre deste ano, foram vendidos 1.449.787 veículos, equivalente a um acréscimo de 3% ante igual intervalo do ano passado.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e confirmam recorde histórico de vendas em junho e nos seis primeiros meses deste ano.
Já a produção somou 283.875 unidades no sexto mês de 2009, com uma alta de 8,4% ante maio. Porém, em relação a junho de 2008, a produção de veículos caiu 8,2%. No acumulado de janeiro a junho deste ano, o setor produziu 1.463.707 veículos, o que representa uma retração de 13,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
Ainda segundo a Anfavea, as exportações do setor totalizaram US$ 610,008 milhões em junho, o que representa um avanço de 1,5% ante maio e queda de 52,7% na comparação com um ano antes. No mês passado, foram exportadas 38.503 unidades a outros países, com leve alta de 0,1% no confronto com maio e baixa de 4,7% ante junho de 2008.
No acumulado de janeiro a junho de 2009, as vendas externas caíram 51,1% ante igual período de 2008, para US$ 3,369 bilhões. No primeiro semestre deste ano, foram exportadas 199.052 unidades, o que traduz uma baixa de 47,8% ante o primeiro semestre de 2008.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/07/06/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=117570/em_noticia_interna.shtml
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e confirmam recorde histórico de vendas em junho e nos seis primeiros meses deste ano.
Já a produção somou 283.875 unidades no sexto mês de 2009, com uma alta de 8,4% ante maio. Porém, em relação a junho de 2008, a produção de veículos caiu 8,2%. No acumulado de janeiro a junho deste ano, o setor produziu 1.463.707 veículos, o que representa uma retração de 13,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
Ainda segundo a Anfavea, as exportações do setor totalizaram US$ 610,008 milhões em junho, o que representa um avanço de 1,5% ante maio e queda de 52,7% na comparação com um ano antes. No mês passado, foram exportadas 38.503 unidades a outros países, com leve alta de 0,1% no confronto com maio e baixa de 4,7% ante junho de 2008.
No acumulado de janeiro a junho de 2009, as vendas externas caíram 51,1% ante igual período de 2008, para US$ 3,369 bilhões. No primeiro semestre deste ano, foram exportadas 199.052 unidades, o que traduz uma baixa de 47,8% ante o primeiro semestre de 2008.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/07/06/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=117570/em_noticia_interna.shtml
domingo, 5 de julho de 2009
Ator de Harry Potter teve 'ataque de gripe suína.
Rupert Grint, que faz o maguinho ruivo Ron Weasley, teve de se afastar das filmagens mas está de volta, afirmou sua assessoria.
O ator Rupert Grint, que faz o maguinho ruivo Ron Weasley, personagem de Harry Potter, está se recuperando de um “leve ataque” de gripe suína, afirmou sua assessoria de relações públicas.
Não foi informado como o jovem de 20 anos contraiu a doença, mas uma porta-voz do ator disse que ele estará bem para o lançamento de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, o sexto filme da série, cuja première está marcada para a terça-feira em Londres.
A estréia mundial do filme, uma adaptação do romance homônimo da escritora JK Rowling, será no próximo dia 15 de julho.
Por conta do ataque de gripe suína, Grint, que participou de todos os episódios da história do bruxinho até aqui, teve de tirar alguns dias de folga das filmagens do último filme da série, Harry Potter e as Relíquias da Morte, mas já está de volta ao set.
“Em sua ausência foram filmadas cenas que não requeriam sua participação, portanto a filmagem não foi comprometida”, afirmou sua assessoria. Segundo a assessora, Grint não oferece risco de contágio para os colegas.
Estima-se que o número de novos casos de gripe suína na Grã-Bretanha possa bater os 100 mil por dia até o fim de julho.
Ainda assim, as autoridades sanitárias afirmam ainda que o país já passou da fase de "contenção do vírus" para a fase de "tratamento".
Quatro pessoas morreram na Grã-Bretanha em função da gripe suína: duas na Escócia, uma no interior da Inglaterra e outra em Londres.
A capital já é a segunda região mais afetada no país, com mais de 1,9 mil casos, atrás apenas de West Midlands, no oeste da Inglaterra, que registra mais de 2,5 mil casos.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_1/2009/07/05/em_noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=117452/em_noticia_interna.shtml
O ator Rupert Grint, que faz o maguinho ruivo Ron Weasley, personagem de Harry Potter, está se recuperando de um “leve ataque” de gripe suína, afirmou sua assessoria de relações públicas.
Não foi informado como o jovem de 20 anos contraiu a doença, mas uma porta-voz do ator disse que ele estará bem para o lançamento de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, o sexto filme da série, cuja première está marcada para a terça-feira em Londres.
A estréia mundial do filme, uma adaptação do romance homônimo da escritora JK Rowling, será no próximo dia 15 de julho.
Por conta do ataque de gripe suína, Grint, que participou de todos os episódios da história do bruxinho até aqui, teve de tirar alguns dias de folga das filmagens do último filme da série, Harry Potter e as Relíquias da Morte, mas já está de volta ao set.
“Em sua ausência foram filmadas cenas que não requeriam sua participação, portanto a filmagem não foi comprometida”, afirmou sua assessoria. Segundo a assessora, Grint não oferece risco de contágio para os colegas.
Estima-se que o número de novos casos de gripe suína na Grã-Bretanha possa bater os 100 mil por dia até o fim de julho.
Ainda assim, as autoridades sanitárias afirmam ainda que o país já passou da fase de "contenção do vírus" para a fase de "tratamento".
Quatro pessoas morreram na Grã-Bretanha em função da gripe suína: duas na Escócia, uma no interior da Inglaterra e outra em Londres.
A capital já é a segunda região mais afetada no país, com mais de 1,9 mil casos, atrás apenas de West Midlands, no oeste da Inglaterra, que registra mais de 2,5 mil casos.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_1/2009/07/05/em_noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=117452/em_noticia_interna.shtml
quinta-feira, 2 de julho de 2009
IBGE: produção industrial sobe 1,3% em maio ante abril.
A produção industrial brasileira cresceu 1,3% em maio ante abril na série com ajuste sazonal, informou nesta quinta-feira o IBGE. Foi o quinto resultado positivo consecutivo na atividade da indústria nacional, nesse base de comparação, já descontadas as influências sazonais. Na comparação de maio de 2009 ante maio de 2008, porém, a produção caiu 11,3%, mantendo uma sequência de sete meses seguidos de taxas negativas nessa base de confronto.
No acumulado dos cincos primeiros meses deste ano, a produção industrial acumula queda de 13,9% e, nos últimos 12 meses, recuo de 5,1%, na marca mais baixa desde o início da série histórica do IBGE, iniciada em 1991.
Tendência
Os técnicos do IBGE comentaram, no documento de divulgação da pesquisa industrial, que os dados de maio "reforçam os sinais de recuperação no ritmo da atividade fabril". O índice de média móvel trimestral da produção, que sinaliza uma tendência da atividade, registrou um incremento de 1,1% no trimestre encerrado em maio ante o terminado em abril.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/07/02/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=117100/em_noticia_interna.shtml
No acumulado dos cincos primeiros meses deste ano, a produção industrial acumula queda de 13,9% e, nos últimos 12 meses, recuo de 5,1%, na marca mais baixa desde o início da série histórica do IBGE, iniciada em 1991.
Tendência
Os técnicos do IBGE comentaram, no documento de divulgação da pesquisa industrial, que os dados de maio "reforçam os sinais de recuperação no ritmo da atividade fabril". O índice de média móvel trimestral da produção, que sinaliza uma tendência da atividade, registrou um incremento de 1,1% no trimestre encerrado em maio ante o terminado em abril.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/07/02/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=117100/em_noticia_interna.shtml
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Governo confirma prorrogação de IPI reduzido.
O governo prorrogou por mais três meses a isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos automóveis, com retorno gradual da taxação, depois desse prazo. Os caminhões ficam isentos do imposto até 31 de dezembro. Os eletrodomésticos da chamada linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar) ficarão livres do IPI até 31 de outubro.
No caso do material de construção, a prorrogação foi por seis meses. Também foi prorrogada a desoneração de PIS e Cofins do trigo, da farinha e do pão francês por mais 18 meses. Para máquinas e equipamentos destinados à indústria, o governo anunciou a redução de IPI em 70 itens.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, o Conselho Monetário Nacional decide terça-feira a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) dos atuais 6,25% para 6%. A TJLP é usada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos empréstimos para empresas.
Anunciada no início de dezembro do ano passado, a medida tem o objetivo de preservar empregos e ajustar gradualmente a promover as vendas no setor automotivo. Desde 12 de dezembro, carros de até mil cilindradas, que pagavam alíquota de 7% de IPI, estão isentos do tributo.
Acima disso, continuaram recolhendo o IPI, mas em bases menores. Para os carros de 1.001 a 2 mil cilindradas, a taxa caiu de 13% para 6,5% (a gasolina) e de 11% para 5,5% (a álcool e flex); de 2 mil cilindradas em diante ficaram mantidas as alíquotas de 25% (gasolina) e de 18% (álcool e flex). No caso das picapes de até mil cilindradas, consideradas veículos leves, a queda foi de 8% para 1%, qualquer que seja o combustível.
Em abril o governo também reduziu por três meses a alíquota do IPI de geladeiras de 15% para 5%, de máquinas de lavar de 20% para 10%, do tanquinho de 10% para zero e do fogão de 5% para zero. Na mesma linha, o governo reduziu itens da construção civil. Os estímulos à economia foram decididos diante da crise econômica mundial. Só no caso dos automóveis a renúncia fiscal estimada, segundo a Receita Federal, chega a R$ 1,08 bilhão até o final deste mês.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/29/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=116620/em_noticia_interna.shtml
No caso do material de construção, a prorrogação foi por seis meses. Também foi prorrogada a desoneração de PIS e Cofins do trigo, da farinha e do pão francês por mais 18 meses. Para máquinas e equipamentos destinados à indústria, o governo anunciou a redução de IPI em 70 itens.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, o Conselho Monetário Nacional decide terça-feira a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) dos atuais 6,25% para 6%. A TJLP é usada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos empréstimos para empresas.
Anunciada no início de dezembro do ano passado, a medida tem o objetivo de preservar empregos e ajustar gradualmente a promover as vendas no setor automotivo. Desde 12 de dezembro, carros de até mil cilindradas, que pagavam alíquota de 7% de IPI, estão isentos do tributo.
Acima disso, continuaram recolhendo o IPI, mas em bases menores. Para os carros de 1.001 a 2 mil cilindradas, a taxa caiu de 13% para 6,5% (a gasolina) e de 11% para 5,5% (a álcool e flex); de 2 mil cilindradas em diante ficaram mantidas as alíquotas de 25% (gasolina) e de 18% (álcool e flex). No caso das picapes de até mil cilindradas, consideradas veículos leves, a queda foi de 8% para 1%, qualquer que seja o combustível.
Em abril o governo também reduziu por três meses a alíquota do IPI de geladeiras de 15% para 5%, de máquinas de lavar de 20% para 10%, do tanquinho de 10% para zero e do fogão de 5% para zero. Na mesma linha, o governo reduziu itens da construção civil. Os estímulos à economia foram decididos diante da crise econômica mundial. Só no caso dos automóveis a renúncia fiscal estimada, segundo a Receita Federal, chega a R$ 1,08 bilhão até o final deste mês.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/29/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=116620/em_noticia_interna.shtml
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Com mais 70 casos, Brasil tem 522 com gripe suína
O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira mais 70 casos confirmados de gripe suína no País, elevando para 522 o número de infectados. E tendência é de que esse número continue avançando, afirmou o titular da pasta, José Gomes Temporão. "Nós teremos um aumento do número de casos nos próximos dias", disse, em entrevista coletiva em Brasília.
O ministro atribuiu essa perspectiva à chegada do inverno, ao crescimento do número de casos no mundo e ao início das férias. Temporão reiterou, entretanto, que a situação no Brasil é de tranquilidade. "É uma doença com a mesma gravidade da gripe que nós temos todos os anos."
Do total de casos confirmados, 260 estão no Estado de São Paulo. Entre os novos casos, a maioria também foi registrada em São Paulo (43). Os demais foram detectados em Minas Gerais (6), Paraná (5), Distrito Federal (5), Rio de Janeiro (4), Santa Catarina (3), Piauí (2), Espírito Santo (1) e Pará (1).
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2009/06/26/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=116368/em_noticia_interna.shtml
O ministro atribuiu essa perspectiva à chegada do inverno, ao crescimento do número de casos no mundo e ao início das férias. Temporão reiterou, entretanto, que a situação no Brasil é de tranquilidade. "É uma doença com a mesma gravidade da gripe que nós temos todos os anos."
Do total de casos confirmados, 260 estão no Estado de São Paulo. Entre os novos casos, a maioria também foi registrada em São Paulo (43). Os demais foram detectados em Minas Gerais (6), Paraná (5), Distrito Federal (5), Rio de Janeiro (4), Santa Catarina (3), Piauí (2), Espírito Santo (1) e Pará (1).
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2009/06/26/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=116368/em_noticia_interna.shtml
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Chileno a trabalho em Minas teve gripe suína.
Um dos 17 novos casos de gripe suína confirmados na terça-feira, durante entrevista coletiva na Secretaria de Estado da Saúde, em Belo Horizonte, é de um chileno que estava a trabalho na cidade de Lagoa da Prata, na Região Centro-Oeste de Minas. O resultado positivo do exame foi divulgado pelo médico Júlio de Castro, do Serviço de Vigilância Epidemiológica do município, e pelo infectologista Léssio Vasconcelos, do Hospital São Carlos. Essa foi a primeira ocorrência do vírus A (H1N1) em Lagoa da Prata.
O chileno de 23 anos passou mal na segunda feira, dia 15 de junho, e foi atendido no Hospital São Carlos, com febre, tosse, dor de garganta e dor no corpo. Como o paciente veio de um país onde já foram registrados mais de 4 mil casos da doença, o jovem foi internado em uma área isolada do hospital, onde permaneceu por seis horas. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, foi feita uma coleta do material biológico do paciente e ele foi transferido para o Hospital Eduardo Menezes em Belo Horizonte.
O nome da empresa onde o chileno prestou serviços não foi informado. Apesar da confirmação do caso, o infectologista Léssio Vasconcelos disse que não há motivo para preocupação da população. A equipe médica e os funcionários da empresa que tiveram contato com ele estão sendo monitorados. O jovem já recebeu alta e retornou ao Chile.
Balanço
Em Minas, já são 42 casos confirmados da gripe suína e 47 pessoas estão sendo monitoradas. Outros 92 casos foram descartados. Além do chileno e mais quatro pessoas, uma professora e 11 alunos do Colégio Marista Dom Silvério, na Região Centro-Sul da capital, foram diagnosticados com a doença. As aulas na escola foram suspensas e os estudantes só devem retornar no dia 6 de julho. (Com informações de Débora Moratto/TV Alterosa Divinópolis).
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/06/24/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=115955/em_noticia_interna.shtml
O chileno de 23 anos passou mal na segunda feira, dia 15 de junho, e foi atendido no Hospital São Carlos, com febre, tosse, dor de garganta e dor no corpo. Como o paciente veio de um país onde já foram registrados mais de 4 mil casos da doença, o jovem foi internado em uma área isolada do hospital, onde permaneceu por seis horas. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, foi feita uma coleta do material biológico do paciente e ele foi transferido para o Hospital Eduardo Menezes em Belo Horizonte.
O nome da empresa onde o chileno prestou serviços não foi informado. Apesar da confirmação do caso, o infectologista Léssio Vasconcelos disse que não há motivo para preocupação da população. A equipe médica e os funcionários da empresa que tiveram contato com ele estão sendo monitorados. O jovem já recebeu alta e retornou ao Chile.
Balanço
Em Minas, já são 42 casos confirmados da gripe suína e 47 pessoas estão sendo monitoradas. Outros 92 casos foram descartados. Além do chileno e mais quatro pessoas, uma professora e 11 alunos do Colégio Marista Dom Silvério, na Região Centro-Sul da capital, foram diagnosticados com a doença. As aulas na escola foram suspensas e os estudantes só devem retornar no dia 6 de julho. (Com informações de Débora Moratto/TV Alterosa Divinópolis).
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/06/24/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=115955/em_noticia_interna.shtml
domingo, 21 de junho de 2009
Plano de Safra soma R$ 107,5 bilhões e foca médio produtor
O governo federal vai destinar R$ 107,5 bilhões ao setor agrícola, de acordo com o Plano de Safra 2009/2010 divulgado neste domingo em Londrina, no Paraná, pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes. De acordo com ele, o foco central será o incentivo ao médio produtor rural, ao cooperativismo e à produção agropecuária sustentável. O total previsto acrescenta mais 37% de recursos para o crédito rural em relação ao Plano Agrícola e Pecuário do período anterior. Para a nova safra, a agricultura comercial contará com R$ 92,5 bilhões e a familiar terá R$ 15 bilhões.
Os programas de investimento para a safra 2009/2010 vão contar com R$ 14 bilhões, um avanço de 37% em relação ao plano anterior. Entre as novidades, está a criação do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro), que contará com R$ 2 bilhões. Além disso, serão ampliados o Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger Rural), cuja verba subirá de R$ 2,9 bilhões para R$ 5 bilhões, e o Programa de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa), com alta de R$ 1 bilhão para R$ 1,5 bilhão.
Os recursos para custeio e comercialização a juros controlados serão acrescidos em 20,8%, para R$ 54,2 bilhões. Os preços mínimos fixados para 33 culturas foram reajustados em até 65%, informou o ministério. Entre as culturas cujos valores serão aumentados estão o arroz (20%), o leite (15%), a raiz de mandioca (12%), a soja (10%) e o milho (6%). Para a safra 2009/2010, o governo aumentará de 25 para 39 o número de culturas contempladas pelo zoneamento agrícola de risco climático, programa que tem por objetivo reduzir as perdas nas lavouras ocasionadas pelo clima.
Médio produtor e cooperativas
O médio produtor agrícola terá na safra 2009/2010 R$ 5 bilhões para financiar a lavoura, uma alta de 72% nos recursos previstos no ciclo anterior. Esses recursos serão ofertados por meio do Proger Rural, programa que foi reformulado pelo ministério para facilitar o acesso ao crédito com condições facilitadas. Além da ampliação do volume financeiro, o programa dobrou o limite de renda do produtor que pode ter acesso aos recursos. Agora, será necessário comprovar uma renda superior a R$ 110 mil e inferior a R$ 500 mil. Os limites de crédito para custeio, investimento e comercialização, subiram de R$ 150 mil para R$ 250 mil.
O cooperativismo, responsável por quase 40% da produção nacional de grãos, foi contemplado no Plano de Safra com R$ 2 bilhões por meio do Procap Agro, programa criado para desenvolver a ampliação do capital de giro e a reestruturação patrimonial das cooperativas de produção agropecuária, agroindustrial, aquícola e pesqueira.
Segundo as regras do programa, os recursos poderão financiar a aquisição ou a integralização das cotas-parte do capital social das cooperativas e também será possível aumentar o capital de giro associado ou não a um projeto de investimento, além do saneamento financeiro da cooperativa. O limite de financiamento será de R$ 25 mil por associado e o limite da cooperativa foi fixado em R$ 50 milhões. A linha de crédito, com prazo de reembolso de até seis anos, tem taxa de juro anual de 6,75%.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/21/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=115503/em_noticia_interna.shtml
Os programas de investimento para a safra 2009/2010 vão contar com R$ 14 bilhões, um avanço de 37% em relação ao plano anterior. Entre as novidades, está a criação do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro), que contará com R$ 2 bilhões. Além disso, serão ampliados o Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger Rural), cuja verba subirá de R$ 2,9 bilhões para R$ 5 bilhões, e o Programa de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa), com alta de R$ 1 bilhão para R$ 1,5 bilhão.
Os recursos para custeio e comercialização a juros controlados serão acrescidos em 20,8%, para R$ 54,2 bilhões. Os preços mínimos fixados para 33 culturas foram reajustados em até 65%, informou o ministério. Entre as culturas cujos valores serão aumentados estão o arroz (20%), o leite (15%), a raiz de mandioca (12%), a soja (10%) e o milho (6%). Para a safra 2009/2010, o governo aumentará de 25 para 39 o número de culturas contempladas pelo zoneamento agrícola de risco climático, programa que tem por objetivo reduzir as perdas nas lavouras ocasionadas pelo clima.
Médio produtor e cooperativas
O médio produtor agrícola terá na safra 2009/2010 R$ 5 bilhões para financiar a lavoura, uma alta de 72% nos recursos previstos no ciclo anterior. Esses recursos serão ofertados por meio do Proger Rural, programa que foi reformulado pelo ministério para facilitar o acesso ao crédito com condições facilitadas. Além da ampliação do volume financeiro, o programa dobrou o limite de renda do produtor que pode ter acesso aos recursos. Agora, será necessário comprovar uma renda superior a R$ 110 mil e inferior a R$ 500 mil. Os limites de crédito para custeio, investimento e comercialização, subiram de R$ 150 mil para R$ 250 mil.
O cooperativismo, responsável por quase 40% da produção nacional de grãos, foi contemplado no Plano de Safra com R$ 2 bilhões por meio do Procap Agro, programa criado para desenvolver a ampliação do capital de giro e a reestruturação patrimonial das cooperativas de produção agropecuária, agroindustrial, aquícola e pesqueira.
Segundo as regras do programa, os recursos poderão financiar a aquisição ou a integralização das cotas-parte do capital social das cooperativas e também será possível aumentar o capital de giro associado ou não a um projeto de investimento, além do saneamento financeiro da cooperativa. O limite de financiamento será de R$ 25 mil por associado e o limite da cooperativa foi fixado em R$ 50 milhões. A linha de crédito, com prazo de reembolso de até seis anos, tem taxa de juro anual de 6,75%.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/21/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=115503/em_noticia_interna.shtml
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Congresso Nacional vai discutir fim do diploma de jornalismo
O Congresso Nacional pode entrar na discussão sobre o fim da exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados deve aprovar, na próxima quarta-feira, um requerimento para realização de uma audiência pública sobre a decisão tomada na quinta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesta sexta-feira, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, afirmou também que o registro de jornalista no Ministério do Trabalho perdeu sentido. Já sobre o reflexo da decisão sobre os concursos públicos, Mendes afirmou que “questões pontuais serão debatidas posteriormente”.
A decisão do STF abre precedentes para que outras profissões que, segundo o ministro, não exigem aporte científico e treinamento específico, também deixem de ser regumentadas. "O tribunal vai ser coerente e dirá que essas profissões podem ser exercidas sem o diploma."
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2009/06/19/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=115349/em_noticia_interna.shtml
Nesta sexta-feira, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, afirmou também que o registro de jornalista no Ministério do Trabalho perdeu sentido. Já sobre o reflexo da decisão sobre os concursos públicos, Mendes afirmou que “questões pontuais serão debatidas posteriormente”.
A decisão do STF abre precedentes para que outras profissões que, segundo o ministro, não exigem aporte científico e treinamento específico, também deixem de ser regumentadas. "O tribunal vai ser coerente e dirá que essas profissões podem ser exercidas sem o diploma."
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2009/06/19/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=115349/em_noticia_interna.shtml
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Senadores cobram atitudes concretas após discurso de Sarney
Após o discurso do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em que ele se defendeu das acusações de usar atos secretos para nomear parentes e afirmar que a crise da Casa não é sua, senadores da base do governo e da oposição cobraram atitudes concretas para melhorar a imagem do Senado perante a sociedade.
O líder do PT no Senado, Aloísio Mercadante (SP), ressaltou as medidas moralizadoras adotadas pela atual Mesa Diretora, mas disse que é preciso realizar uma “reforma profunda” na instituição. “São muito importantes as medidas administrativas que vêm sendo tomadas, corrigindo o rumo, aumentando a austeridade, diminuindo desperdícios, mas nós precisamos de uma reforma muito profunda, porque o modelo que o Senado vinha vivendo até então era o modelo que nos levou a essa situação. Não podemos permitir que essa trajetória permaneça”, afirmou o petista, cobrando que todos os atos secretos sejam cancelados.
Para o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), a crise não ocorre apenas no Senado, mas em todos os legislativos. “É verdade que a crise do Legislativo é uma crise geral, internacional e local. É verdade que ela é crise também nas câmaras de vereadores, nas assembléias legislativas, na Câmara dos Deputados e, seguramente, no Senado Federal, mas é de se esperar que o Senado Federal seja, ele, sim, um vetor para que esta crise seja enfrentada, para que ela não seja agravada, ao contrário, seja diminuída”, argumentou Guerra.
O tucano também cobrou uma ampla reforma da Casa. “Não é tapando um buraco aqui, pregando um prego lá na frente, punindo um diretor ali, reduzindo uma determinada permissividade lá na frente, que vamos resolver isso aqui”, acentuou. “Temos de fazer uma grande reforma, corajosa. Essa reforma tem de reduzir este Senado drasticamente. Tem gente demais para trabalho de menos. Somos apenas 81 senadores. Precisamos de um plenário, um gabinete, capacidade de comunicação, assessoria adequada. Para quê tanta gente?”, questionou.
O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), criticou a ausência de medidas concretas no discurso de Sarny, e sugeriu que a Casa escolha o novo diretor-geral por meio de votação no plenário, diferentemente do que ocorre hoje, quando o presidente da Casa nomeia o dirigente. “É inaceitável que um diretor-geral da Casa fique 14 anos no cargo [como foi o caso do ex-diretor Agaciel Maia]. Isso é um grave equívoco, que leva aos desvios administrativos, ao continuísmo, à perda de referência que a alternância de governo sempre dá à democracia e às instituições, que são os grandes fiéis depositários da democracia”.
O senador petista Eduardo Suplicy (SP) lembrou um projeto de resolução, de sua autoria, que propõe a divulgação do nome, cargo, lotação e salário de todos os funcionários da Casa. “Apresentei este projeto que justamente cria transparência em tempo real como a melhor maneira de prevenir problemas”, ressaltou.
Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o Senado passa por uma crise “estarrecedora, de costumes, moral, de decadência de valores, e que não pode ficar acobertada por quem quer que seja”. Ele disse aguardar providências por parte do presidente da Casa. “Penso que nesse momento, difícil para o Senado, sua excelência, do alto da sua história política, do alto da posição que o levou inclusive à Presidência da República do país, tem de chamar a todos para que possam conjurar o Senado. Temos problemas não só de vícios, mas a prática clara de delitos aqui dentro”, disse Torres.
“Temos de abrir, além da sindicância, um processo administrativo disciplinar que vai culminar com a exoneração dos servidores que cometeram esses atos. Se erraram, erraram deliberadamente. Se cometeram crimes, não podemos compactuar com eles”, acrescentou.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2009/06/16/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=114882/em_noticia_interna.shtml
O líder do PT no Senado, Aloísio Mercadante (SP), ressaltou as medidas moralizadoras adotadas pela atual Mesa Diretora, mas disse que é preciso realizar uma “reforma profunda” na instituição. “São muito importantes as medidas administrativas que vêm sendo tomadas, corrigindo o rumo, aumentando a austeridade, diminuindo desperdícios, mas nós precisamos de uma reforma muito profunda, porque o modelo que o Senado vinha vivendo até então era o modelo que nos levou a essa situação. Não podemos permitir que essa trajetória permaneça”, afirmou o petista, cobrando que todos os atos secretos sejam cancelados.
Para o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), a crise não ocorre apenas no Senado, mas em todos os legislativos. “É verdade que a crise do Legislativo é uma crise geral, internacional e local. É verdade que ela é crise também nas câmaras de vereadores, nas assembléias legislativas, na Câmara dos Deputados e, seguramente, no Senado Federal, mas é de se esperar que o Senado Federal seja, ele, sim, um vetor para que esta crise seja enfrentada, para que ela não seja agravada, ao contrário, seja diminuída”, argumentou Guerra.
O tucano também cobrou uma ampla reforma da Casa. “Não é tapando um buraco aqui, pregando um prego lá na frente, punindo um diretor ali, reduzindo uma determinada permissividade lá na frente, que vamos resolver isso aqui”, acentuou. “Temos de fazer uma grande reforma, corajosa. Essa reforma tem de reduzir este Senado drasticamente. Tem gente demais para trabalho de menos. Somos apenas 81 senadores. Precisamos de um plenário, um gabinete, capacidade de comunicação, assessoria adequada. Para quê tanta gente?”, questionou.
O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), criticou a ausência de medidas concretas no discurso de Sarny, e sugeriu que a Casa escolha o novo diretor-geral por meio de votação no plenário, diferentemente do que ocorre hoje, quando o presidente da Casa nomeia o dirigente. “É inaceitável que um diretor-geral da Casa fique 14 anos no cargo [como foi o caso do ex-diretor Agaciel Maia]. Isso é um grave equívoco, que leva aos desvios administrativos, ao continuísmo, à perda de referência que a alternância de governo sempre dá à democracia e às instituições, que são os grandes fiéis depositários da democracia”.
O senador petista Eduardo Suplicy (SP) lembrou um projeto de resolução, de sua autoria, que propõe a divulgação do nome, cargo, lotação e salário de todos os funcionários da Casa. “Apresentei este projeto que justamente cria transparência em tempo real como a melhor maneira de prevenir problemas”, ressaltou.
Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o Senado passa por uma crise “estarrecedora, de costumes, moral, de decadência de valores, e que não pode ficar acobertada por quem quer que seja”. Ele disse aguardar providências por parte do presidente da Casa. “Penso que nesse momento, difícil para o Senado, sua excelência, do alto da sua história política, do alto da posição que o levou inclusive à Presidência da República do país, tem de chamar a todos para que possam conjurar o Senado. Temos problemas não só de vícios, mas a prática clara de delitos aqui dentro”, disse Torres.
“Temos de abrir, além da sindicância, um processo administrativo disciplinar que vai culminar com a exoneração dos servidores que cometeram esses atos. Se erraram, erraram deliberadamente. Se cometeram crimes, não podemos compactuar com eles”, acrescentou.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2009/06/16/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=114882/em_noticia_interna.shtml
Relatório contra deputado será apresentado ao Conselho de Ética da Câmara.
Brasília - O relatório do processo contra o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) será apresentado nesta quarta-feira ao Conselho de Ética da Câmara. Ele é acusado de uso irregular da verba indenizatória. Moreira teria pago contas de sua empresa de segurança com dinheiro recebido pela atividade parlamentar.
Apesar de não adiantar o conteúdo de seu voto, a expectativa é de que o relator, deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), não absolva o colega e deixe a decisão para o plenário do próprio Conselho de Ética.
O processo contra Edmar, também acusado de não declarar à Receita Federal ser dono de um castelo no interior de Minas Gerais, começou sob polêmica no Conselho de Ética. Isso porque o então relator, deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), declarou estar “se lixando” para a opinião pública e, além disso, fazer comentários favoráveis ao acusado.
Por causa disso, Moraes acabou deixando a relatoria. Ele chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para voltar ao posto, mas teve o pedido rejeitado.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2009/06/17/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=114950/em_noticia_interna.shtml
Apesar de não adiantar o conteúdo de seu voto, a expectativa é de que o relator, deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), não absolva o colega e deixe a decisão para o plenário do próprio Conselho de Ética.
O processo contra Edmar, também acusado de não declarar à Receita Federal ser dono de um castelo no interior de Minas Gerais, começou sob polêmica no Conselho de Ética. Isso porque o então relator, deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), declarou estar “se lixando” para a opinião pública e, além disso, fazer comentários favoráveis ao acusado.
Por causa disso, Moraes acabou deixando a relatoria. Ele chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para voltar ao posto, mas teve o pedido rejeitado.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2009/06/17/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=114950/em_noticia_interna.shtml
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Consórcio imobiliário pode virar pesadelo.

"Ficamos sem a carta de crédito e com uma dívida que não tínhamos. Agora, vamos à Justiça" - Rosana Rocha, professora
Quem apostou no consórcio imobiliário para comprar a casa própria vê o sonho se transformar em pesadelo. Depois de contratar cartas de crédito, motivados por promessas de acesso imediato ao bem, os consumidores percebem que a espera, na verdade, pode levar anos. Quem comprou uma carta praticamente “sorteada” abandona a ideia logo depois da primeira assembleia, mas a desistência do contrato vem seguida de uma segunda tormenta: receber de volta os valores investidos. O processo não é simples, já que a Lei 11.795/08, que regulamenta o segmento, garante o ressarcimento, porém, na finalização do grupo, uma espera média de 15 anos. Os sorteios são outra possibilidade para reaver o dinheiro investido, mas o tempo pode ser igualmente longo. As cláusulas são seguidas à risca pelas empresas, que estão longe de admitir que promessas feitas por seus vendedores podem ter ido além da conta.
Quem desistiu de levar adiante o sonho da casa própria tem histórias parecidas para contar. Atraídos pela promessa de que conseguiriam arrematar a carta de crédito com um lance mínimo, e ainda usar parte do valor para quitar dívidas no sistema financeiro, fecharam negócio. A decepção chega rápido. Já na primeira assembleia do grupo, os participantes percebem que o tal lance mínimo é feito por vários consorciados, e o desempate acontece com sorteios. A professora Rosana Rocha, de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, viu a alegria se dissolver em alguns rápidos dias
Segundo a professora, ela contratou um consórcio da empresa Multimarcas no valor de R$ 120 mil, o que seria a solução para a vida da família. “O vendedor nos disse que poderíamos usar 30% do valor da carta para dar o lance. Já tínhamos olhado uma casa de R$ 40 mil, quitaríamos o carro de R$ 35 mil e, com o restante do dinheiro, outros compromissos”, descreve. Acreditando que o consórcio imobiliário seria um bom negócio, a professora assinou um extenso contrato. “Meu marido foi até o banco e fez um empréstimo para darmos entrada no grupo, o que nos custou R$ 3.742.” Ao participar da primeira assembleia, os consumidores perceberam que não teriam acesso ao bem, a menos que tivessem a pedra sorteada. “Ficamos sem a carta de crédito e com uma dívida que não tínhamos”, resume. Desde maio, Rosana briga com a empresa para ter de volta o montante investido. Sem alternativa, vai acionar a Justiça.
Após a intensificação da crise financeira mundial, que restringiu o acesso ao crédito, o mercado de consórcios imobiliários ganhou força. Os últimos números divulgados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) mostram que em março a modalidade teve seu recorde histórico, registrando o maior número de adesões dos últimos 20 anos, somando 518 mil novos contratos, um crescimento de 7,9% em relação ao mesmo período de 2008. Nem mesmo o programa do governo federal Minha casa, minha vida conseguiu restringir o interesse pela modalidade, uma opção que atrai quem tem pouco ou nenhum recurso em caixa.
O coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa, lembra que há cerca de quatro anos os golpes do consórcio se tornaram tão comuns que foi necessário intervenção policial. O advogado orienta que antes de assinar o contrato o consumidor deve grifar no papel as promessas feitas verbalmente. Além disso, é possível redigir um documento fazendo constar as promessas, com assinatura de duas testemunhas. “É importante também ter a carteira de identidade do vendedor.” O advogado ressalta ainda que a empresa é responsável solidária pelas promessas feitas por seus funcionários.
Atraída pela garantia de que teria uma carta de crédito praticamente contemplada, a funcionária pública Marina Santos da Silva contratou um consórcio imobiliário da Adetec Administradora de Serviços, empresa do grupo RealCred Representação de Consórcios. A consumidora também desistiu da compra logo após a adesão e agora tenta reaver o investimento de R$ 2.550, pago como entrada da carta de crédito, no valor de R$ 40 mil. “Enviaram-me um boleto no valor de R$ 334, sendo que o acordado foi R$ 250. Além disso, me autorizaram a olhar o imóvel, mas na assembleia não consegui arrematar o bem.”
Tanto a empresa Multimarcas como Adetec argumentam que dispõem de serviço pós-venda, dedicado a esclarecer qualquer dúvida que o comprador venha a ter sobre o produto, e contestam as denúncias de seus clientes. Fábio Lopes Ferreira, diretor-comercial da Multimarcas, diz que os valores serão devolvidos após a conclusão do grupo, ou por sorteio, conforme diz a lei. Segundo ele, o contrato informa que não há garantias de data da contemplação da carta. A Adetec ressalta que a cliente disse ao serviço de pós-vendas da empresa que estava ciente das regras. O contrato em questão contém 10 páginas de letras miúdas. Ao final, um destaque importante: “O consórcio não acata qualquer compromisso assumido por seus vendedores ou funcionários, ainda que por escrito, que não se enquadre nas cláusulas de regulamento do plano”.
Fonte: http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/15/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=114548/em_noticia_interna.shtml
domingo, 14 de junho de 2009
Corrida para vender e comprar carro zero.
Redução do IPI entra na reta final. Revendas aumentam estoque com desconto e consumidor antecipa aquisição

Pedro escolhe o carro que vai ganhar de presente dos pais, Nelson e Marília, que pretender fechar negócio já
A chance de comprar um carro zero-quilômetro com a redução de até 8% no preço chega à reta final. O estoque dos modelos mais populares está praticamente esgotado, a 15 dias do fim do prazo da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “Algumas versões do Fiesta, Eco Sport e Ford Ka, por exemplo, estão quase acabando. Quem quiser cor e opcionais específicos pode ficar na mão. O cliente que encomendar para entrega em julho vai ter que pagar a diferença do imposto”, informou o gerente comercial da Inova, Bruno Fiúza. As concessionárias estabeleceram metas ambiciosas de vendas ontem e hoje, com a promessa de ofertas especiais para atender o aumento da procura.
No feirão da rede Fiat, aberto ontem às 9h, com previsão de encerramento às 17h de hoje, no Centro de Convenções Expominas, 1,5 mil carros estão sendo oferecidos por meia dúzia de revendedoras da marca. A isca é o adiamento para 2014 do pagamento da entrada em planos que podem chegar a 72 meses. O gerente regional da montadora, Eduardo Monteiro Torres, afirmou que as taxas de juros, de 0,86% a 1,40% ao mês, foram cortadas em 20%. Modelos Ford também podem ser negociados até as 16h de hoje no feirão montado pela Concessionária Pisa, na Avenida Amazonas, Bairro Nova Suíça.
Segundo Antônio Longuinho, gerente da revendedora, a Ford confirmou a decisão de antecipar 20% da produção programada para julho, o que garantirá maior número de unidades faturadas com IPI reduzido. “O movimento na loja cresceu 90% na semana passada. Só aceitamos encomendas com entrega certa até 30 de junho”, disse Longuinho. A concessionária está perdendo negócios com a decisão de não prometer a entrega do veículo antes da volta da cobrança do IPI, no mesmo patamar pré-crise.
Há fila de espera pelo carro novo na Líder BH, concessionária Chevrolet. O gerente Dálcio Amorim disse que todo esforço está sendo feito para entrega de encomendas ainda este mês. “O fluxo de clientes aumentou exageradamente e a segunda quinzena é historicamente melhor. Quem deixar para comprar depois do dia 25 pode não encontrar o modelo desejado”, afirmou.
O administrador Nelson Tanietti reservou o fim de semana para procurar o carro que será dado como presente ao filho Pedro, de 18 anos, pelo entrada dele no curso de engenharia mecânica. A dificuldade está justamente na exigência do airbag, opcional que não tem sido encontrado em veículos para entrega antes do fim do prazo de redução do IPI. “Acredito que o governo vai retirar o imposto, mas de forma gradativa. Estou disposto a fechar o negócio de imediato”, afirmou Nelson Tanietti. Com a mulher Marília e o filho, ele definiu o orçamento para a compra em R$ 40 mil, contando com uma economia de R$ 2 mil a R$ 3 mil por meio da redução do IPI.
Embora o mercado trabalhe com a expectativa de término do desconto este mês, ainda existe a polêmica sobre a prorrogação do benefício. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou quarta-feira que quer uma política permanente de redução do imposto para a indústria automotiva até que a crise financeira internacional seja superada. Ele admitiu não ter conversado com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o assunto, mas considera a medida um importante antídoto contra os efeitos da turbulência no Brasil. Mantega havia dito, no início da semana, que não tinha nenhuma intenção de prorrogar pela segunda vez a redução do imposto. O alívio fiscal entrou em vigor no começo de dezembro, com prazo inicial até março, quando foi estendido até o meio do ano.
Se depender dos sindicatos de trabalhadores, que pressionaram o governo pela desoneração do IPI em troca da manutenção do emprego no setor, o acordo só será renovado com a garantia de contrapartidas, inclusive, o aumento do número de postos de trabalho, defende Marcelino da Rocha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas. Ao contrário do que se esperava, as montadoras cortaram 6,4 mil postos de trabalho no país entre dezembro de 2008 e maio passado. O quadro de pessoal passou de 131,2 mil pessoas para 120,4 mil no período. “Com desempenho no mesmo nível de 2008, as montadoras têm de readmitir e aumentar o quadro de funcionários”, afirma Marcelino da Rocha.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/14/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=114481/em_noticia_interna.shtml

Pedro escolhe o carro que vai ganhar de presente dos pais, Nelson e Marília, que pretender fechar negócio já
A chance de comprar um carro zero-quilômetro com a redução de até 8% no preço chega à reta final. O estoque dos modelos mais populares está praticamente esgotado, a 15 dias do fim do prazo da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “Algumas versões do Fiesta, Eco Sport e Ford Ka, por exemplo, estão quase acabando. Quem quiser cor e opcionais específicos pode ficar na mão. O cliente que encomendar para entrega em julho vai ter que pagar a diferença do imposto”, informou o gerente comercial da Inova, Bruno Fiúza. As concessionárias estabeleceram metas ambiciosas de vendas ontem e hoje, com a promessa de ofertas especiais para atender o aumento da procura.
No feirão da rede Fiat, aberto ontem às 9h, com previsão de encerramento às 17h de hoje, no Centro de Convenções Expominas, 1,5 mil carros estão sendo oferecidos por meia dúzia de revendedoras da marca. A isca é o adiamento para 2014 do pagamento da entrada em planos que podem chegar a 72 meses. O gerente regional da montadora, Eduardo Monteiro Torres, afirmou que as taxas de juros, de 0,86% a 1,40% ao mês, foram cortadas em 20%. Modelos Ford também podem ser negociados até as 16h de hoje no feirão montado pela Concessionária Pisa, na Avenida Amazonas, Bairro Nova Suíça.
Segundo Antônio Longuinho, gerente da revendedora, a Ford confirmou a decisão de antecipar 20% da produção programada para julho, o que garantirá maior número de unidades faturadas com IPI reduzido. “O movimento na loja cresceu 90% na semana passada. Só aceitamos encomendas com entrega certa até 30 de junho”, disse Longuinho. A concessionária está perdendo negócios com a decisão de não prometer a entrega do veículo antes da volta da cobrança do IPI, no mesmo patamar pré-crise.
Há fila de espera pelo carro novo na Líder BH, concessionária Chevrolet. O gerente Dálcio Amorim disse que todo esforço está sendo feito para entrega de encomendas ainda este mês. “O fluxo de clientes aumentou exageradamente e a segunda quinzena é historicamente melhor. Quem deixar para comprar depois do dia 25 pode não encontrar o modelo desejado”, afirmou.
O administrador Nelson Tanietti reservou o fim de semana para procurar o carro que será dado como presente ao filho Pedro, de 18 anos, pelo entrada dele no curso de engenharia mecânica. A dificuldade está justamente na exigência do airbag, opcional que não tem sido encontrado em veículos para entrega antes do fim do prazo de redução do IPI. “Acredito que o governo vai retirar o imposto, mas de forma gradativa. Estou disposto a fechar o negócio de imediato”, afirmou Nelson Tanietti. Com a mulher Marília e o filho, ele definiu o orçamento para a compra em R$ 40 mil, contando com uma economia de R$ 2 mil a R$ 3 mil por meio da redução do IPI.
Embora o mercado trabalhe com a expectativa de término do desconto este mês, ainda existe a polêmica sobre a prorrogação do benefício. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou quarta-feira que quer uma política permanente de redução do imposto para a indústria automotiva até que a crise financeira internacional seja superada. Ele admitiu não ter conversado com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o assunto, mas considera a medida um importante antídoto contra os efeitos da turbulência no Brasil. Mantega havia dito, no início da semana, que não tinha nenhuma intenção de prorrogar pela segunda vez a redução do imposto. O alívio fiscal entrou em vigor no começo de dezembro, com prazo inicial até março, quando foi estendido até o meio do ano.
Se depender dos sindicatos de trabalhadores, que pressionaram o governo pela desoneração do IPI em troca da manutenção do emprego no setor, o acordo só será renovado com a garantia de contrapartidas, inclusive, o aumento do número de postos de trabalho, defende Marcelino da Rocha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas. Ao contrário do que se esperava, as montadoras cortaram 6,4 mil postos de trabalho no país entre dezembro de 2008 e maio passado. O quadro de pessoal passou de 131,2 mil pessoas para 120,4 mil no período. “Com desempenho no mesmo nível de 2008, as montadoras têm de readmitir e aumentar o quadro de funcionários”, afirma Marcelino da Rocha.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/14/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=114481/em_noticia_interna.shtml
Voo 447: em Fernando de Noronha, exames acabam no domingo
Serão concluídos no domingo, em Fernando de Noronha, os exames de corpos e destroços do voo AF 447 da Air France, que caiu no Oceano Atlântico dia 31 de maio. Os corpos serão transladados no mesmo dia para o Recife, de acordo com informações de representantes da Aeronáutica e da Marinha, em entrevista coletiva neste sábado. Também no domingo, às 10 horas, a fragata Constituição deverá atracar no Porto do Recife, trazendo destroços e objetos pessoais recolhidos na área de busca. As peças da aeronave ficarão sob responsabilidade do Bureau D'Enquêtes et D'Analises pour la Securité de l'Aviation Civile (BEA), conforme acordo entre a autoridade aeronáutica francesa e a Air France
Não houve missões de busca neste sábado por causa do mau tempo. Aeronaves chegaram a ser envidas ao local onde estão sendo localizados os destroços, mas foram chamadas de volta porque o mau tempo impedia a visualização.
A única novidade do dia foi que um navio mercante de nome Gammagas, de bandeira da Antígua e Barbuda, que partiu de Montevidéu com destino ao Reino Unido, passando pela área de busca, recolheu uma peça do avião, de tamanho médio, num ponto 415 quilômetros a noroeste do Arquipélago de São Pedro e São Paulo. O comandante da embarcação procurou contato por rádio com os navios das operações de busca, mas, não conseguindo, enviou um e-mail ao Salvamar do Nordeste, comunicando o recolhimento da peça. O e-mail também continha fotos que serão disponibilizadas nos sites da Força Aérea e da Marinha. A peça ainda se encontra a bordo deste navio.
O vice-almirante Edson Lawrence informou ainda que o embaixador da França, Pierre-Jean Vandoorne, chegará ao Recife no domingo e se reunirá no Cindacta para troca de informações. O cônsul francês também deverá estar presente na reunião que ocorrerá às 15h30.
Durante a passagem da fragata Constituição nas proximidades de Fernando de Noronha, um helicóptero H-60 Blackhawk, da Força Aérea Brasileira, recolheu os três corpos que estavam no navio e os transportou para realização dos exames periciais.
Outros 21 corpos que estavam em Fernando de Noronha chegaram às 14 horas à Base Aérea do Recife, sendo encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) da capital pernambucana.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_1/2009/06/13/em_noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=114467/em_noticia_interna.shtml
Não houve missões de busca neste sábado por causa do mau tempo. Aeronaves chegaram a ser envidas ao local onde estão sendo localizados os destroços, mas foram chamadas de volta porque o mau tempo impedia a visualização.
A única novidade do dia foi que um navio mercante de nome Gammagas, de bandeira da Antígua e Barbuda, que partiu de Montevidéu com destino ao Reino Unido, passando pela área de busca, recolheu uma peça do avião, de tamanho médio, num ponto 415 quilômetros a noroeste do Arquipélago de São Pedro e São Paulo. O comandante da embarcação procurou contato por rádio com os navios das operações de busca, mas, não conseguindo, enviou um e-mail ao Salvamar do Nordeste, comunicando o recolhimento da peça. O e-mail também continha fotos que serão disponibilizadas nos sites da Força Aérea e da Marinha. A peça ainda se encontra a bordo deste navio.
O vice-almirante Edson Lawrence informou ainda que o embaixador da França, Pierre-Jean Vandoorne, chegará ao Recife no domingo e se reunirá no Cindacta para troca de informações. O cônsul francês também deverá estar presente na reunião que ocorrerá às 15h30.
Durante a passagem da fragata Constituição nas proximidades de Fernando de Noronha, um helicóptero H-60 Blackhawk, da Força Aérea Brasileira, recolheu os três corpos que estavam no navio e os transportou para realização dos exames periciais.
Outros 21 corpos que estavam em Fernando de Noronha chegaram às 14 horas à Base Aérea do Recife, sendo encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) da capital pernambucana.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_1/2009/06/13/em_noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=114467/em_noticia_interna.shtml
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Progresso em áreas desmatadas na Amazônia não é sustentável, diz estudo.
Um estudo publicado na última edição da revista científica Science afirma que a derrubada de florestas para criação de pastagens ou plantações na Amazônia tende a provocar uma elevação inicial rápida nos índices de desenvolvimento humano local, mas a vantagem desaparece na medida em que o desmatamento avança.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas compararam os Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) de 286 municípios amazônicos em diferentes estágios de desmatamento, tendo como base o ano 2000.
O IDH é uma metodologia desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para medir a qualidade de vida e inclui indicadores como renda, expectativa de vida e nível de educação.
Nos municípios que estão nos estágios iniciais do desmatamento ou nos quais o ritmo de desmatamento é alto, os pesquisadores encontraram índices de desenvolvimento humano próximos aos da média nacional e acima da média regional.
Nos municípios com pouco ou nenhum desmatamento e nos municípios com taxas de desmatamentos superior a 60% da área, os índices de desenvolvimento são similares e baixos quando comparados à média nacional.
Duas velocidades
Segundo os pesquisadores, isso sugere que "a expectativa de vida, nível de educação e padrão de vida melhoram mais rápido do que a média nacional nos municípios nos estágios iniciais do desmatamento".
Mas, em um segundo estágio, as condições de vida passam a melhorar num ritmo inferior à média nacional.
O resultado, argumenta o estudo, é que "em termos líquidos, pessoas em municípios que derrubaram suas florestas não estão melhores do que aqueles em muncipíos que não o fizeram."
De acordo com o artigo, a explicação mais provável para o progresso inicial é que "as pessoas se beneficiam dos recursos naturais disponíveis e da melhora no acesso aos mercados oferecida por novas estradas", assim como de investimentos públicos em infra-estrutura, educação e saúde.
A decadência nos padrões de vida "provavelmente reflete a exaustão dos recursos naturais que sustentaram o boom inicial, aliada ao aumento da população local".
O argumento é sustentado por estatísticas que mostram não só a redução da produtividade da exploração da madeira, como também da agricultura e da pecuária - o que "provavelmente reflete a degradação em larga escala dos pastos pela perda de produtividade do solo ou alterações no uso das terras por conta de mudanças nas condições do comércio de terras".
Medidas
Para os pesquisadores, o problema "provavelmente não tem uma solução única". Entre as medidas propostas, estão apoio a um uso melhor das áreas já desmatadas, restrições a novos desmatamentos e reflorestação de áreas degradadas", além de incentivos a atividades sustentáveis, como manejo florestal e pagamento por serviços ecológicos.
O estudo é assinado por pesquisadores do Instituto Superior Técnico de Portugal, do Imazon, do Centre d'Ecologie Fonctionnelle et Evolutive, da França, e das universidade britânicas de Cambridge, Imperial College London e de East Anglia e coordenado pela pesquisadora Ana Rodrigues, do Instituto Superior Técnico de Portugal.
Um dos autores, o pesquisador Adalberto Veríssimo, do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), afirmou à BBC Brasil que o estudo "mostra claramente que desmatamento não compensa, que este modelo baseado na apropriação do patrimônio público não é o caminho nem para o Brasil nem para o mundo".
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse à BBC Brasil que o governo está fazendo a sua parte para quebrar o ciclo de expansão-colapso apontado pelo estudo.
"O que faz sair do ciclo de degradação é injetar tecnologia, recursos e pagar (a população local) para fazer a coisa certa", disse Minc.
O ministro deu como exemplo a nova fase da Operação Arco Verde, iniciada nesta semana pelo governo federal, que deve passar pelos 43 municípios que mais registraram desmatamento, levando informações sobre desenvolvimento sustentável, títulos fundiários e linhas de crédito "verdes".
Para Veríssimo, o ciclo é consequência do "grande dilema do modelo de desenvolvimento baseado na combinação da extração predatória de madeira, seguida pela pecuária". E, para ele, a única forma de sufocar essa dinâmica seria o fim da apropriação ilegal de terras públicas.
"No momento em que a MP 458 está dizendo que vai regularizar as terras de quem faz este jogo (de ocupação ilegal, exploração e novas ocupações), está dando um sinal claro de que as pessoas podem continuar ocupando que o governo em algum momento vai anistiá-la. Do jeito que ela está, ela vai criar condições concretas para que o processo continue na Amazônia", disse Veríssimo.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2009/06/11/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=114246/em_noticia_interna.shtml
Para chegar a essa conclusão, os cientistas compararam os Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) de 286 municípios amazônicos em diferentes estágios de desmatamento, tendo como base o ano 2000.
O IDH é uma metodologia desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para medir a qualidade de vida e inclui indicadores como renda, expectativa de vida e nível de educação.
Nos municípios que estão nos estágios iniciais do desmatamento ou nos quais o ritmo de desmatamento é alto, os pesquisadores encontraram índices de desenvolvimento humano próximos aos da média nacional e acima da média regional.
Nos municípios com pouco ou nenhum desmatamento e nos municípios com taxas de desmatamentos superior a 60% da área, os índices de desenvolvimento são similares e baixos quando comparados à média nacional.
Duas velocidades
Segundo os pesquisadores, isso sugere que "a expectativa de vida, nível de educação e padrão de vida melhoram mais rápido do que a média nacional nos municípios nos estágios iniciais do desmatamento".
Mas, em um segundo estágio, as condições de vida passam a melhorar num ritmo inferior à média nacional.
O resultado, argumenta o estudo, é que "em termos líquidos, pessoas em municípios que derrubaram suas florestas não estão melhores do que aqueles em muncipíos que não o fizeram."
De acordo com o artigo, a explicação mais provável para o progresso inicial é que "as pessoas se beneficiam dos recursos naturais disponíveis e da melhora no acesso aos mercados oferecida por novas estradas", assim como de investimentos públicos em infra-estrutura, educação e saúde.
A decadência nos padrões de vida "provavelmente reflete a exaustão dos recursos naturais que sustentaram o boom inicial, aliada ao aumento da população local".
O argumento é sustentado por estatísticas que mostram não só a redução da produtividade da exploração da madeira, como também da agricultura e da pecuária - o que "provavelmente reflete a degradação em larga escala dos pastos pela perda de produtividade do solo ou alterações no uso das terras por conta de mudanças nas condições do comércio de terras".
Medidas
Para os pesquisadores, o problema "provavelmente não tem uma solução única". Entre as medidas propostas, estão apoio a um uso melhor das áreas já desmatadas, restrições a novos desmatamentos e reflorestação de áreas degradadas", além de incentivos a atividades sustentáveis, como manejo florestal e pagamento por serviços ecológicos.
O estudo é assinado por pesquisadores do Instituto Superior Técnico de Portugal, do Imazon, do Centre d'Ecologie Fonctionnelle et Evolutive, da França, e das universidade britânicas de Cambridge, Imperial College London e de East Anglia e coordenado pela pesquisadora Ana Rodrigues, do Instituto Superior Técnico de Portugal.
Um dos autores, o pesquisador Adalberto Veríssimo, do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), afirmou à BBC Brasil que o estudo "mostra claramente que desmatamento não compensa, que este modelo baseado na apropriação do patrimônio público não é o caminho nem para o Brasil nem para o mundo".
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse à BBC Brasil que o governo está fazendo a sua parte para quebrar o ciclo de expansão-colapso apontado pelo estudo.
"O que faz sair do ciclo de degradação é injetar tecnologia, recursos e pagar (a população local) para fazer a coisa certa", disse Minc.
O ministro deu como exemplo a nova fase da Operação Arco Verde, iniciada nesta semana pelo governo federal, que deve passar pelos 43 municípios que mais registraram desmatamento, levando informações sobre desenvolvimento sustentável, títulos fundiários e linhas de crédito "verdes".
Para Veríssimo, o ciclo é consequência do "grande dilema do modelo de desenvolvimento baseado na combinação da extração predatória de madeira, seguida pela pecuária". E, para ele, a única forma de sufocar essa dinâmica seria o fim da apropriação ilegal de terras públicas.
"No momento em que a MP 458 está dizendo que vai regularizar as terras de quem faz este jogo (de ocupação ilegal, exploração e novas ocupações), está dando um sinal claro de que as pessoas podem continuar ocupando que o governo em algum momento vai anistiá-la. Do jeito que ela está, ela vai criar condições concretas para que o processo continue na Amazônia", disse Veríssimo.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2009/06/11/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=114246/em_noticia_interna.shtml
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Rombo de R$ 15,5 milhões:PF prende duas fraudadoras do INSS em Minas
A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério da Previdência Social e o Ministério Público Federal, conseguiu desarticular uma quadrilha de fraudadores do INSS. Na manhã desta segunda-feira, duas mulheres foram presas, uma em Belo Horizonte e outra em Sete Lagoas, na Região Central do estado. Elas são suspeitas de causar um rombo na Previdência de cerca de R$ 15,5 milhões. Outras quatro pessoas foram indiciadas.
Segundo a delegada da PF, Cristina Bueno Camatta, as estelionatárias agiam desde 2001, mas as investigações só começaram a partir de 2006. Em todo esse tempo, 430 pessoas que nunca contribuíram para o INSS conseguiram se aposentar, usando documentos falsos e simulando serem portadoras de algum transtorno psiquiátrico.
Durante as apurações da Operação "Tarja Preta", a PF descobriu que o grupo criminoso fraudava a Previdência, mediante a implantação de vínculos empregatícios falsos, em carteiras de trabalho e em GFIPs (Guias do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social). Após forjarem os documentos, a dupla orientava os clientes a se passarem por doentes mentais, o que facilitava a obtenção das aposentadorias por invalidez.
As duas mulheres, cujos nomes não foram divulgados, contavam com o apoio de interceptadores no interior de Minas. "Era uma quadrilha razoavelmente organizada. Elas contavam com o apoio de um contador, já identificado e indiciado por estelionato. Havia também pessoas que faziam o traslado do interior para a capital, aquelas que captavam os clientes, entre outras", explicou a delegada. Uma servidora do INSS em Sete Lagoas, suspeita de envolvimento no esquema, já foi afastada do trabalho.
Os policiais federais cumpriram os seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Sete Lagoas, Itabirito, Fonseca, Bela Vista de Minas, além da capital.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/06/08/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=113692/em_noticia_interna.shtml
Segundo a delegada da PF, Cristina Bueno Camatta, as estelionatárias agiam desde 2001, mas as investigações só começaram a partir de 2006. Em todo esse tempo, 430 pessoas que nunca contribuíram para o INSS conseguiram se aposentar, usando documentos falsos e simulando serem portadoras de algum transtorno psiquiátrico.
Durante as apurações da Operação "Tarja Preta", a PF descobriu que o grupo criminoso fraudava a Previdência, mediante a implantação de vínculos empregatícios falsos, em carteiras de trabalho e em GFIPs (Guias do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social). Após forjarem os documentos, a dupla orientava os clientes a se passarem por doentes mentais, o que facilitava a obtenção das aposentadorias por invalidez.
As duas mulheres, cujos nomes não foram divulgados, contavam com o apoio de interceptadores no interior de Minas. "Era uma quadrilha razoavelmente organizada. Elas contavam com o apoio de um contador, já identificado e indiciado por estelionato. Havia também pessoas que faziam o traslado do interior para a capital, aquelas que captavam os clientes, entre outras", explicou a delegada. Uma servidora do INSS em Sete Lagoas, suspeita de envolvimento no esquema, já foi afastada do trabalho.
Os policiais federais cumpriram os seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Sete Lagoas, Itabirito, Fonseca, Bela Vista de Minas, além da capital.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/06/08/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=113692/em_noticia_interna.shtml
Marinha retifica informação diz que 16 corpos foram resgatados.
Os centros de comunicação da Aeronáutica e da Marinha anunciaram nesta segunda-feira que, diferente do que havia sido anunciado, 16 corpos foram resgatados na área onde estão concentradas as buscas ao Airbus A330-220 da Air France. Ontem, as informações davam conta de que 17 vítimas haviam sido recolhidas do mar, além de dezenas de novos componentes estruturais da aeronave, que caiu no Oceano Atlântico há uma semana.
De acordo com o capitão-de-fragata Giucemar Tabosa, do Centro de Comunicação Social da Marinha, a fragata francesa Ventôse recolheu sete e não oito vítimas, como foi informado anteriormente. A fragata Constituição, que transporta os corpos, deverá chegar nesta terça-feira, na ilha de Fernando de Noronha (PE).
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_1/2009/06/08/em_noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=113685/em_noticia_interna.shtml
De acordo com o capitão-de-fragata Giucemar Tabosa, do Centro de Comunicação Social da Marinha, a fragata francesa Ventôse recolheu sete e não oito vítimas, como foi informado anteriormente. A fragata Constituição, que transporta os corpos, deverá chegar nesta terça-feira, na ilha de Fernando de Noronha (PE).
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_1/2009/06/08/em_noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=113685/em_noticia_interna.shtml
Pão de Açúcar fecha compra do Ponto Frio por R$ 824,5 milhões.
O Grupo Pão de Açúcar fechou no domingo a compra da rede Ponto Frio (Globex Utilidades S/A e suas controladas). Segundo comunicado da rede de supermercados divulgado nesta segunda-feira, o valor da aquisição da participação dos controladores da rede varejista é de R$ 824,5 milhões. Isso equivale a 70,24% do capital total do Ponto Frio, parte desse valor pago com ações do Grupo Pão de Açúcar
Segundo o Grupo, o objetivo da aquisição é crescer no segmento de eletroeletrônicos. Com a compra, o Grupo Pão de Açúcar torna-se líder no varejo brasileiro, com cerca de R$ 26 bilhões de faturamento. A aquisição já era esperada para este fim de semana
No comunicado à imprensa, o Pão de Açúcar destaca como principais ganhos resultantes da operação "a grande capilaridade de lojas com localização privilegiada, expertise no comércio eletrônico e na oferta de serviços financeiros ao consumidor, integração logística, entre outros"
"Com uma sólida estrutura de capital que assegura o crescimento futuro do negócio, o Grupo Pão de Açúcar consolida sua atuação no comércio de eletroeletrônicos, unindo as atividades operacionais e comerciais das duas grandes empresas. Essa consolidação trará sinergias e ganhos de escala que beneficiarão nossos clientes", diz na nota o presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/08/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=113644/em_noticia_interna.shtml
Segundo o Grupo, o objetivo da aquisição é crescer no segmento de eletroeletrônicos. Com a compra, o Grupo Pão de Açúcar torna-se líder no varejo brasileiro, com cerca de R$ 26 bilhões de faturamento. A aquisição já era esperada para este fim de semana
No comunicado à imprensa, o Pão de Açúcar destaca como principais ganhos resultantes da operação "a grande capilaridade de lojas com localização privilegiada, expertise no comércio eletrônico e na oferta de serviços financeiros ao consumidor, integração logística, entre outros"
"Com uma sólida estrutura de capital que assegura o crescimento futuro do negócio, o Grupo Pão de Açúcar consolida sua atuação no comércio de eletroeletrônicos, unindo as atividades operacionais e comerciais das duas grandes empresas. Essa consolidação trará sinergias e ganhos de escala que beneficiarão nossos clientes", diz na nota o presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/08/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=113644/em_noticia_interna.shtml
sábado, 6 de junho de 2009
Dia Nacional do Teste do Pezinho é comemorado com a marca de 80% de acesso ao exame
O Ministério da Saúde comemora neste sábado o Dia Nacional do Teste do Pezinho, procedimento que pode salvar vidas. A coordenadora do Programa Nacional de Triagem Neonatal, Tânia Marini de Carvalho, admite dificuldades na implantação de todas as fases do programa em alguns estados, pelas dimensões do território brasileiro. Entretanto, mostra-se otimista com os resultados obtidos desde o surgimento da política de triagem neonatal, em 2001.
“Atualmente 80% dos 3 milhões de bebês que nascem anualmente no país têm acesso ao diagnóstico pelo teste do pezinho”, afirma.
O teste é considerado pela organização do 2º Congresso Brasileiro de Prevenção em Saúde e Educação da Criança, que termina este sábado em Curitiba, uma das medidas mais relevantes adotadas nos últimos anos pelo Ministério da Saúde, mas para o presidente da União Nacional dos Serviços de Triagem Neonatal (Unisert), José Alcides Marton, a importância do procedimento ainda é desconhecida por boa parte da população.
“O Programa Nacional de Triagem Neonatal engloba desde o diagnóstico precoce pelo teste do pezinho, até o tratamento e o acompanhamento multidisciplinar completo do portador de alguma das doenças congênitas identificadas pelo exame (fenilcetonúria, hemoglobinopatias, fibrose cística e hipotireoidismo congênito).”
Ele concorda com a coordenadora do programa que por problemas de infraestrutura enfrentados nos estados, nem todas as crianças brasileiras têm acesso atualmente a todas as fases do programa. “Todas deveriam ter o mesmo serviço prestado pelo Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás.”
O teste do pezinho é feito a partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do recém-nascido. O teste foi introduzido no Brasil na década de 70 para identificar anomalias congênitas que se apresentam no nascimento.
Em 2001, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal com o objetivo de atender a todos os recém-nascidos em território brasileiro. “O Sistema Único de Saúde (SUS) paga o exame inicial, que é o teste do pezinho e os exames confirmatórios”, explicou a coordenadora do programa. Cada estado tem um serviço de referência que faz o atendimento desses pacientes. No caso do Paraná é a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), que está promovendo o congresso.
O Programa Nacional de Triagem Neonatal é dividido em três fases. “O estado vai se organizando no atendimento, nos laboratórios e se habilitando por fases. Em todos os estado está implantada pelo menos a primeira fase, que faz a pesquisa do hipotireoidismo congênito e fenilcetonúria”, explica a coordenadora.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2009/06/06/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=113519/em_noticia_interna.shtml
“Atualmente 80% dos 3 milhões de bebês que nascem anualmente no país têm acesso ao diagnóstico pelo teste do pezinho”, afirma.
O teste é considerado pela organização do 2º Congresso Brasileiro de Prevenção em Saúde e Educação da Criança, que termina este sábado em Curitiba, uma das medidas mais relevantes adotadas nos últimos anos pelo Ministério da Saúde, mas para o presidente da União Nacional dos Serviços de Triagem Neonatal (Unisert), José Alcides Marton, a importância do procedimento ainda é desconhecida por boa parte da população.
“O Programa Nacional de Triagem Neonatal engloba desde o diagnóstico precoce pelo teste do pezinho, até o tratamento e o acompanhamento multidisciplinar completo do portador de alguma das doenças congênitas identificadas pelo exame (fenilcetonúria, hemoglobinopatias, fibrose cística e hipotireoidismo congênito).”
Ele concorda com a coordenadora do programa que por problemas de infraestrutura enfrentados nos estados, nem todas as crianças brasileiras têm acesso atualmente a todas as fases do programa. “Todas deveriam ter o mesmo serviço prestado pelo Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás.”
O teste do pezinho é feito a partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do recém-nascido. O teste foi introduzido no Brasil na década de 70 para identificar anomalias congênitas que se apresentam no nascimento.
Em 2001, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal com o objetivo de atender a todos os recém-nascidos em território brasileiro. “O Sistema Único de Saúde (SUS) paga o exame inicial, que é o teste do pezinho e os exames confirmatórios”, explicou a coordenadora do programa. Cada estado tem um serviço de referência que faz o atendimento desses pacientes. No caso do Paraná é a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), que está promovendo o congresso.
O Programa Nacional de Triagem Neonatal é dividido em três fases. “O estado vai se organizando no atendimento, nos laboratórios e se habilitando por fases. Em todos os estado está implantada pelo menos a primeira fase, que faz a pesquisa do hipotireoidismo congênito e fenilcetonúria”, explica a coordenadora.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2009/06/06/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=113519/em_noticia_interna.shtml
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Salário mínimo deveria ser de R$ 2.045 em maio, diz Dieese
Levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou que o salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ser de R$ 2.045 06 em maio, para suprir as necessidades básicas individuais e da família. A constatação foi feita por meio da utilização da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do mês passado, realizada pela instituição em 17 capitais do país.
Com base no maior valor apurado para a cesta, de R$ 243,43, em Porto Alegre, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ser 4,4 vezes superior ao piso vigente, de R$ 465.
Em abril, o valor do salário mínimo necessário era menor, de R$ 1.972,64, e correspondia a 4,24 vezes o mínimo em vigor. Em maio do ano passado, este valor era de R$ 1.987,51, ou seja, 4,79 vezes o salário mínimo, na época de R$ 415.
O Dieese informou também que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em maio, o conjunto de bens essenciais subiu, na comparação com o mês anterior. Na média das 17 cidades pesquisadas pela instituição, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 98 horas e 35 minutos para realizar a mesma compra que, em abril, exigia a execução de 96 horas e 42 minutos. Em maio de 2008, no entanto, o período comprometido era maior e correspondia a 111 horas e 8 minutos.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/04/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=113206/em_noticia_interna.shtml
Com base no maior valor apurado para a cesta, de R$ 243,43, em Porto Alegre, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ser 4,4 vezes superior ao piso vigente, de R$ 465.
Em abril, o valor do salário mínimo necessário era menor, de R$ 1.972,64, e correspondia a 4,24 vezes o mínimo em vigor. Em maio do ano passado, este valor era de R$ 1.987,51, ou seja, 4,79 vezes o salário mínimo, na época de R$ 415.
O Dieese informou também que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em maio, o conjunto de bens essenciais subiu, na comparação com o mês anterior. Na média das 17 cidades pesquisadas pela instituição, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 98 horas e 35 minutos para realizar a mesma compra que, em abril, exigia a execução de 96 horas e 42 minutos. Em maio de 2008, no entanto, o período comprometido era maior e correspondia a 111 horas e 8 minutos.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/04/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=113206/em_noticia_interna.shtml
FAB identifica novos destroços no Oceano Atlântico.
Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) identificou nesta quinta-feira novos pontos de destroços a sudoeste do Arquipélago de São Pedro e São Paulo. De acordo com comunicado divulgado pelo Comando da Aeronáutica, mais cinco aeronaves decolaram durante a madrugada para auxiliar nas buscas pelo Airbus A330 da companhia aérea Air France, que desapareceu na segunda-feira (1º).
Três C-130 Hércules da FAB, um P-3 Orion da Força Aérea dos Estados Unidos e um Falcon 50 francês participam da operação. Pela primeira vez, segundo a Aeronáutica, o helicóptero H-60 Black Hawk, que estava baseado em Fernando de Noronha (PE), participa das buscas em uma área localizada a 110 quilômetros a nordeste do arquipélago.
Ao todo, 11 aeronaves estão mobilizadas na base aérea de Natal e em Fernando de Noronha. Além de auxiliar nas buscas, os aviões devem coordenar o direcionamento dos três navios da Marinha brasileira que já se encontram no local para o recolhimento de destroços.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_1/2009/06/04/em_noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=113189/em_noticia_interna.shtml
Três C-130 Hércules da FAB, um P-3 Orion da Força Aérea dos Estados Unidos e um Falcon 50 francês participam da operação. Pela primeira vez, segundo a Aeronáutica, o helicóptero H-60 Black Hawk, que estava baseado em Fernando de Noronha (PE), participa das buscas em uma área localizada a 110 quilômetros a nordeste do arquipélago.
Ao todo, 11 aeronaves estão mobilizadas na base aérea de Natal e em Fernando de Noronha. Além de auxiliar nas buscas, os aviões devem coordenar o direcionamento dos três navios da Marinha brasileira que já se encontram no local para o recolhimento de destroços.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_1/2009/06/04/em_noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=113189/em_noticia_interna.shtml
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Instalação da CPI é adiada para dia 10, diz Mercadante
O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), informou nesta quarta-feira que a sessão de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras foi adiada para a quarta-feira da semana que vem. Segundo ele, os líderes da base aliada e da oposição fizeram um acordo para que a sessão de instalação não ocorresse mais amanhã, conforme previsto inicialmente.
Antes da investigação da Petrobras começar a funcionar, o governo vai tentar resolver a questão da relatoria da CPI das Organizações Não-governamentais (ONGs) que, desde a semana passada, está nas mãos da oposição. A ideia é que, na terça-feira, a Mesa do Senado responda a questão de ordem apresentada pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que reivindica a relatoria da CPI das ONGs para a base aliada.
Na semana passada, o presidente da CPI das ONGs, Heráclito Fortes (DEM-PI), nomeou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), como relator da comissão, depois que o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) teve de abrir mão da titularidade para assumir uma cadeira na CPI da Petrobras. A base governista encaminhou então uma questão de ordem para esclarecer se a oposição pode ocupar a relatoria da comissão das ONGs.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2009/06/03/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=113095/em_noticia_interna.shtml
Antes da investigação da Petrobras começar a funcionar, o governo vai tentar resolver a questão da relatoria da CPI das Organizações Não-governamentais (ONGs) que, desde a semana passada, está nas mãos da oposição. A ideia é que, na terça-feira, a Mesa do Senado responda a questão de ordem apresentada pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que reivindica a relatoria da CPI das ONGs para a base aliada.
Na semana passada, o presidente da CPI das ONGs, Heráclito Fortes (DEM-PI), nomeou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), como relator da comissão, depois que o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) teve de abrir mão da titularidade para assumir uma cadeira na CPI da Petrobras. A base governista encaminhou então uma questão de ordem para esclarecer se a oposição pode ocupar a relatoria da comissão das ONGs.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2009/06/03/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=113095/em_noticia_interna.shtml
Instalação da CPI é adiada para dia 10, diz Mercadante
O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), informou nesta quarta-feira que a sessão de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras foi adiada para a quarta-feira da semana que vem. Segundo ele, os líderes da base aliada e da oposição fizeram um acordo para que a sessão de instalação não ocorresse mais amanhã, conforme previsto inicialmente.
Antes da investigação da Petrobras começar a funcionar, o governo vai tentar resolver a questão da relatoria da CPI das Organizações Não-governamentais (ONGs) que, desde a semana passada, está nas mãos da oposição. A ideia é que, na terça-feira, a Mesa do Senado responda a questão de ordem apresentada pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que reivindica a relatoria da CPI das ONGs para a base aliada.
Na semana passada, o presidente da CPI das ONGs, Heráclito Fortes (DEM-PI), nomeou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), como relator da comissão, depois que o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) teve de abrir mão da titularidade para assumir uma cadeira na CPI da Petrobras. A base governista encaminhou então uma questão de ordem para esclarecer se a oposição pode ocupar a relatoria da comissão das ONGs.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2009/06/03/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=113095/em_noticia_interna.shtml
Antes da investigação da Petrobras começar a funcionar, o governo vai tentar resolver a questão da relatoria da CPI das Organizações Não-governamentais (ONGs) que, desde a semana passada, está nas mãos da oposição. A ideia é que, na terça-feira, a Mesa do Senado responda a questão de ordem apresentada pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que reivindica a relatoria da CPI das ONGs para a base aliada.
Na semana passada, o presidente da CPI das ONGs, Heráclito Fortes (DEM-PI), nomeou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), como relator da comissão, depois que o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) teve de abrir mão da titularidade para assumir uma cadeira na CPI da Petrobras. A base governista encaminhou então uma questão de ordem para esclarecer se a oposição pode ocupar a relatoria da comissão das ONGs.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2009/06/03/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=113095/em_noticia_interna.shtml
Chanceleres da OEA revogam suspensão a Cuba
A 39ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) revogou nesta quarta a suspensão de Cuba da organização. "A Guerra Fria terminou neste dia", disse o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, ao anunciar oficialmente a decisão, que anula a suspensão de Cuba da organização, aprovada em 1962 em Punta del Leste, no Uruguai.
A medida foi tomada "sem condições", disse o ministro de Relações Exteriores do Equador, Fander Falconi, mas estabelece mecanismos para o retorno de Cuba ao grupo - incluindo a concordância do país em cumprir as convenções da OEA sobre direitos humanos e outras questões. "Este é um momento de alegria para toda a América Latina", disse ele após a sessão da Assembleia Geral.
Honduras aumentou nessa terça a pressão sobre os Estados Unidos, quando solicitou que a OEA retirasse a suspensão a Cuba, que já dura 47 anos. "Meus amigos, chegou a hora de corrigir esse erro" disse Zelaya ontem, durante o encontro anual dos chanceleres dos países da OEA, reunidos em San Pedro Sula. "Se nós tivermos que deixar este recinto sem tornar nula a decisão de 1962, seremos cúmplices de uma mentalidade do passado", disse.
Até essa terça, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, mantinha firme a posição dos Estados Unidos de vincular o retorno de Cuba à OEA a reformas democráticas. O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, explicou que a proposta é que se anule a decisão de 1962 e se deixe para depois um acordo entre Cuba e os Estados Unidos, a ser discutido entre os dois países no futuro.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_1/2009/06/03/em_noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=113066/em_noticia_interna.shtml
A medida foi tomada "sem condições", disse o ministro de Relações Exteriores do Equador, Fander Falconi, mas estabelece mecanismos para o retorno de Cuba ao grupo - incluindo a concordância do país em cumprir as convenções da OEA sobre direitos humanos e outras questões. "Este é um momento de alegria para toda a América Latina", disse ele após a sessão da Assembleia Geral.
Honduras aumentou nessa terça a pressão sobre os Estados Unidos, quando solicitou que a OEA retirasse a suspensão a Cuba, que já dura 47 anos. "Meus amigos, chegou a hora de corrigir esse erro" disse Zelaya ontem, durante o encontro anual dos chanceleres dos países da OEA, reunidos em San Pedro Sula. "Se nós tivermos que deixar este recinto sem tornar nula a decisão de 1962, seremos cúmplices de uma mentalidade do passado", disse.
Até essa terça, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, mantinha firme a posição dos Estados Unidos de vincular o retorno de Cuba à OEA a reformas democráticas. O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, explicou que a proposta é que se anule a decisão de 1962 e se deixe para depois um acordo entre Cuba e os Estados Unidos, a ser discutido entre os dois países no futuro.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_1/2009/06/03/em_noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=113066/em_noticia_interna.shtml
Trem de alta velocidade deve ficar pronto para Copa de 2014, diz ministra
O trem-bala que ligará as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo deve ficar pronto para a Copa de 2014. A informação é da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que apresentou nesta quarta-feira o sétimo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
“Nossa ideia é que o trem de alta velocidade fique integralmente pronto em 2014, ou pelo menos a ligação entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Isso é uma questão importante porque esse meio de transporte vai ser extremamente facilitador numa região que é muito importante na movimentação da Copa”,
Dilma explicou que o governo não está apresentando o projeto fechado para o investidor para que este tenha mobilidade na construção do empreendimento. “Não estamos apresentando o pacote fechado para o investidor. Vamos deixar que ele busque a melhor solução, a mais eficiente, mais rápida, mais de acordo com a tecnologia que ganhar.”
A ministra informou ainda que a construção e reforma de estádios para a Copa de 2014 não será de responsabilidade do governo. Segundo ela, o pactuado com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) é que essas obras sejam executadas com recursos privados, cabendo ao governo a avaliação de mobilidade urbana e de aeroportos. “Até para deixar um legado da Copa”, disse Dilma.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2009/06/03/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=113063/em_noticia_interna.shtml
“Nossa ideia é que o trem de alta velocidade fique integralmente pronto em 2014, ou pelo menos a ligação entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Isso é uma questão importante porque esse meio de transporte vai ser extremamente facilitador numa região que é muito importante na movimentação da Copa”,
Dilma explicou que o governo não está apresentando o projeto fechado para o investidor para que este tenha mobilidade na construção do empreendimento. “Não estamos apresentando o pacote fechado para o investidor. Vamos deixar que ele busque a melhor solução, a mais eficiente, mais rápida, mais de acordo com a tecnologia que ganhar.”
A ministra informou ainda que a construção e reforma de estádios para a Copa de 2014 não será de responsabilidade do governo. Segundo ela, o pactuado com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) é que essas obras sejam executadas com recursos privados, cabendo ao governo a avaliação de mobilidade urbana e de aeroportos. “Até para deixar um legado da Copa”, disse Dilma.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2009/06/03/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=113063/em_noticia_interna.shtml
Airbus enviou sinais automáticos de pane por 4 minutos.
Quatro minutos se passaram desde os primeiros sinais de problemas elétricos no avião da Air France que fazia o voo 447 até o desaparecimento da aeronave nas águas do Oceano Atlântico, com 228 pessoas a bordo. O Airbus A330 enfrentou, entre as 23h10 e as 23h14 (horários de Brasília), uma sequência de falhas elétricas e de equipamentos fundamentais ao voo, que levaram à perda dessas informações na cabine de comando. Parte dessas mensagens foi obtida pelo Jornal da Tarde com uma fonte da companhia.
O jato enviou pelo menos seis mensagens escritas automatizadas aos computadores da Air France, em tempo real, pelo sistema Acars (Sistema de Comunicação e Informação). Os comunicados foram traduzidos por um comandante de Airbus e mostram que o jato alertou sobre a perda de sistemas e tentativas de correção dos parâmetros eletrônicos, que entraram em pane generalizada. Falharam sistemas de referência como o Adiru (unidade que informa dados como altura e velocidades vertical, no ar e proa) e houve falha elétrica no computador principal de voo, entre outros sistemas.
Uma linha elétrica secundária chegou a assumir o comando da rede de cabos elétricos que enviam sinais para movimentar as superfícies de comando do jato - sem o que o controle do avião é virtualmente impossível. Os registros Acars começam às 23 horas, quando o comandante enviou uma mensagem manual informando sobre uma área de forte turbulência acima de nuvens de chuva carregadas de eletricidade e com fortes ventos. Dez minutos depois, outro comunicado indicava que piloto automático havia sido desconectado.
Às 23h10, surgem primeiros indícios de problemas elétricos, apontando falha no sistema principal de energia elétrica e desvio de potência para manter a navegabilidade. Nos próximos dois minutos, ao menos dois relatos eletrônicos informaram falhas nos sistemas de coleta e exibição de informações de voo. Às 23h13, falharam o computador primário de voo e um sistema auxiliar, responsável por comandar partes móveis da asa. Às 23h14, houve aumento na "velocidade vertical da cabine". Segundo pilotos, isso pode indicar despressurização ou até que, a essa altura, o A330 já estivesse em queda. As informações são do Jornal da Tarde.
fonte:http://noticias.br.msn.com/especial/voo-airfrance-desaparece.aspx?cp-documentid=20195798
O jato enviou pelo menos seis mensagens escritas automatizadas aos computadores da Air France, em tempo real, pelo sistema Acars (Sistema de Comunicação e Informação). Os comunicados foram traduzidos por um comandante de Airbus e mostram que o jato alertou sobre a perda de sistemas e tentativas de correção dos parâmetros eletrônicos, que entraram em pane generalizada. Falharam sistemas de referência como o Adiru (unidade que informa dados como altura e velocidades vertical, no ar e proa) e houve falha elétrica no computador principal de voo, entre outros sistemas.
Uma linha elétrica secundária chegou a assumir o comando da rede de cabos elétricos que enviam sinais para movimentar as superfícies de comando do jato - sem o que o controle do avião é virtualmente impossível. Os registros Acars começam às 23 horas, quando o comandante enviou uma mensagem manual informando sobre uma área de forte turbulência acima de nuvens de chuva carregadas de eletricidade e com fortes ventos. Dez minutos depois, outro comunicado indicava que piloto automático havia sido desconectado.
Às 23h10, surgem primeiros indícios de problemas elétricos, apontando falha no sistema principal de energia elétrica e desvio de potência para manter a navegabilidade. Nos próximos dois minutos, ao menos dois relatos eletrônicos informaram falhas nos sistemas de coleta e exibição de informações de voo. Às 23h13, falharam o computador primário de voo e um sistema auxiliar, responsável por comandar partes móveis da asa. Às 23h14, houve aumento na "velocidade vertical da cabine". Segundo pilotos, isso pode indicar despressurização ou até que, a essa altura, o A330 já estivesse em queda. As informações são do Jornal da Tarde.
fonte:http://noticias.br.msn.com/especial/voo-airfrance-desaparece.aspx?cp-documentid=20195798
terça-feira, 2 de junho de 2009
Airbus teve pane e despressurização.
Forte turbulência, repentina despressurização, raio e até um improvável atentado terrorista a bordo. Ainda é amplo o leque de hipóteses para explicar o desaparecimento do Airbus A330 da Air France, domingo à noite, no Oceano Atlântico.
As únicas informações seguras obtidas até agora pelas autoridades aeronáuticas do Brasil e da França partiram do sistema Eicas - dispositivo que transmite para a companhia dados sobre o funcionamento dos motores e dos principais equipamentos do avião - que comunicaram pane elétrica e despressurização.
Antes de entrar no espaço aéreo do Senegal (África), a Air France diz ter recebido uma mensagem automática com três dados: despressurização da cabine; power off (indicativo das turbinas com potência mínima) e falha no sistema elétrico. Segundo especialistas, no entanto, essas informações não levarão a nenhuma conclusão. Só terão relevância após serem analisadas com vários outros dados. Isoladas, as mensagens de despressurização e redução da potência dos motores não são consideradas tão preocupantes.
A situação se torna crítica conforme surgem outras panes, principalmente no sistema elétrico do avião. Diferentemente dos aviões da família Boeing, mais “mecânicos”, os Airbus são construídos sobre uma plataforma altamente informatizada. E, para investigadores militares, é remota a hipótese de que uma forte turbulência ou um raio sejam os únicos responsáveis pela provável queda da aeronave. A fuselagem dos aviões é projetada para suportar intempéries até dez vezes mais severas do que as piores já registradas na história da aviação. As aeronaves têm uma eficiente blindagem elétrica. Uma turbulência, por mais forte que seja, também não seria suficiente para derrubar o avião.
Além do desaparecimento incomum, chama a atenção das autoridades o fato de que o sistema ELT, que emite sinais de emergência, não ter funcionado. Dentro das caixas-pretas, o ELT transmite sinais de socorro após a aeronave sofrer forte impacto. Em 2006, após se chocar com o jato Legacy, o ELT do Boeing 737 da Gol deixou de funcionar, porque o avião havia se desintegrado no ar, o que pode ter ocorrido com o A330 da Air France. O ELT pode estar em águas tão profundas que os sinais não conseguem atingir a superfície.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_1/2009/06/02/em_noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=112832/em_noticia_interna.shtml
As únicas informações seguras obtidas até agora pelas autoridades aeronáuticas do Brasil e da França partiram do sistema Eicas - dispositivo que transmite para a companhia dados sobre o funcionamento dos motores e dos principais equipamentos do avião - que comunicaram pane elétrica e despressurização.
Antes de entrar no espaço aéreo do Senegal (África), a Air France diz ter recebido uma mensagem automática com três dados: despressurização da cabine; power off (indicativo das turbinas com potência mínima) e falha no sistema elétrico. Segundo especialistas, no entanto, essas informações não levarão a nenhuma conclusão. Só terão relevância após serem analisadas com vários outros dados. Isoladas, as mensagens de despressurização e redução da potência dos motores não são consideradas tão preocupantes.
A situação se torna crítica conforme surgem outras panes, principalmente no sistema elétrico do avião. Diferentemente dos aviões da família Boeing, mais “mecânicos”, os Airbus são construídos sobre uma plataforma altamente informatizada. E, para investigadores militares, é remota a hipótese de que uma forte turbulência ou um raio sejam os únicos responsáveis pela provável queda da aeronave. A fuselagem dos aviões é projetada para suportar intempéries até dez vezes mais severas do que as piores já registradas na história da aviação. As aeronaves têm uma eficiente blindagem elétrica. Uma turbulência, por mais forte que seja, também não seria suficiente para derrubar o avião.
Além do desaparecimento incomum, chama a atenção das autoridades o fato de que o sistema ELT, que emite sinais de emergência, não ter funcionado. Dentro das caixas-pretas, o ELT transmite sinais de socorro após a aeronave sofrer forte impacto. Em 2006, após se chocar com o jato Legacy, o ELT do Boeing 737 da Gol deixou de funcionar, porque o avião havia se desintegrado no ar, o que pode ter ocorrido com o A330 da Air France. O ELT pode estar em águas tão profundas que os sinais não conseguem atingir a superfície.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_1/2009/06/02/em_noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=112832/em_noticia_interna.shtml
FAB encontra destroços de avião

Avião francês Atlantic ajuda nos trabalhos para a localização do Airbus
O Comando da Aeronáutica informou nesta terça-feira que as aeronaves que realizam as buscas ao Airbus A330 encontraram supostos destroços flutuando 650 quilômetros a nordeste de Fernando de Noronha.
De acordo com o coronel Jorge Amaral, a aeronave R996751 da Força Aérea Brasileira decolou de Fernando de Noronha às 22h35 de segunda-feira, para a realização de varredura com utilização de radares de abertura sintética e por volta da 1 hora identificou retornos no radar que indicavam materiais metálicos e não metálicos flutuando no oceano.
”Foram avistados materiais em pontos distantes a cerca de 160 quilômetros um do outro, entre eles uma poltrona do avião, pequenos pedaços brancos, uma boia laranja e vestígios de óleo e querosene. Porém, nós não podemos dizer ainda que os destroços são da aeronave. O Comando da Aeronáutica precisa de uma peça que tenha um número de série, uma identificação que comprove que ela pertence àquela aeronave”, disse o coronel.
Rádio-amador
Segundo as primeiras informações, um rádio-amador, que tem uma central de comunicação em contato permanente com os pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB), que estão sobrevoando a área de busca, teria ouvido que foi avistada uma poltrona, que pode ser da aeronave do Airbus, além de manchas na água, que podem ser do querosene do avião.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_1/2009/06/02/em_noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=112835/em_noticia_interna.shtml
Reajustes expulsam idosos dos planos de saúde
Maiores de 60 anos estão sendo expulsos de planos de saúde. Especialmente os usuários de serviços contratados antes da Lei 9.656/1998 e, por isso, conhecidos como antigos, que sobrevivem em uma espécie de limbo da cobertura médica privada. Mais de 11 milhões de pessoas usuárias desses planos em todo o país foram deixadas de fora das normas que regulamentam o setor. Uma das questões mais polêmicas do segmento, o reajuste da mensalidade, se transformou em uma queda de braço entre operadoras e consumidores. Apesar de o Estatuto do Idoso prever que os reajustes não podem ter como justificativa a terceira idade, as mensalidades continuam sendo remarcadas a ponto de levar os mais velhos a desistirem do sistema de cobertura.
Com a falta de regulamentação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Justiça tem sido a saída para quem, de repente, vê a fatura dobrar de preço e é forçado a abandonar o serviço. Em recente decisão, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu reajuste do casal de aposentados Geraldo Fernandes da Mata, 73 anos, e Maria Efigênia de Castro, 70. A decisão acompanha orientação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo a qual o Estatuto do Idoso é soberano e tem aplicabilidade sobre todos os contratos de planos de saúde, inclusive os que tenham sido assinados antes da sua publicação, em outubro de 2003. O casal briga contra um reajuste, baseado na faixa etária, que dobrou o valor da mensalidade. O custo da cobertura de cerca de R$ 420 saltou para R$ 870, encarecendo a fatura em 107,14%.
O impasse do casal de Belo Horizonte com a Unimed-BH foi parar nos tribunais e, em março, a 11ª Câmara Cível do TJMG proibiu o reajuste. A defesa do aposentado utilizou como principal argumento o estatuto, que veda aos maiores de 60 anos aumento de preços baseados simplesmente na mudança de faixa etária. Em seu parecer, a desembargadora Selma Marques, relatora do recurso, ressaltou que “é razoável que os contratantes de maior risco paguem uma contribuição um pouco superior comparativamente aos de faixa etária de menor risco, no entanto, o reajuste não pode configurar um empecilho à manutenção do usuário no plano de saúde”. Como a cooperativa recorreu da decisão, os aposentados contam com a ajuda dos cinco filhos, que estão arcando com o valor extra. “Se não fosse isso, não poderíamos continuar com o plano”, comenta Geraldo Mata.
Mas quando o plano é antigo, os reajustes não ameaçam apenas quem atinge os 60. Usuário de uma cobertura individual contratada em 1989, o engenheiro agrícola Rodrigo de Carvalho , 48 anos, considera que o segmento foi abandonado. Ele questiona a não regulamentação do setor, que, além da polêmica dos reajustes, exclui dos planos antigos benefícios como a atualização do rol de procedimentos ou mesmo a recém-aprovada portabilidade. “A saúde passou a existir só depois de 98? Parece que o objetivo é fazer com que o consumidor do plano antigo desista do produto.” O engenheiro questiona ainda o reajuste de seu plano, feito pelo IGP-M, o que teria pressionado os preços da mensalidade. “Meu contrato previa a correção pelo IPC. Como o índice foi extinto, seria justa uma substituição por outro indicador, também do IBGE, no caso o IPCA, índice oficial da inflação no país”, defende.
Segundo a ANS, a regulamentação do setor é vetada por lei. No entanto, Juliana Ferreira, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), defende que, apesar de a regulamentação das coberturas antigas ter sido proibida com base em uma lei de 1998, existe a norma do setor, de 2001, que atribui à agência a função de regulamentar todo o segmento. “Não há razão para a ANS se negar a regulamentar esse segmento.”
A Unimed-BH informou em nota que os reajustes de planos antigos seguem o que estabelecem os contratos firmados com os clientes, obedecendo também às decisões judiciais. Os percentuais aplicados são definidos com base em cálculos atuariais de maneira a buscar o equilíbrio, não onerando.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/02/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=112803/em_noticia_interna.shtml
Com a falta de regulamentação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Justiça tem sido a saída para quem, de repente, vê a fatura dobrar de preço e é forçado a abandonar o serviço. Em recente decisão, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu reajuste do casal de aposentados Geraldo Fernandes da Mata, 73 anos, e Maria Efigênia de Castro, 70. A decisão acompanha orientação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo a qual o Estatuto do Idoso é soberano e tem aplicabilidade sobre todos os contratos de planos de saúde, inclusive os que tenham sido assinados antes da sua publicação, em outubro de 2003. O casal briga contra um reajuste, baseado na faixa etária, que dobrou o valor da mensalidade. O custo da cobertura de cerca de R$ 420 saltou para R$ 870, encarecendo a fatura em 107,14%.
O impasse do casal de Belo Horizonte com a Unimed-BH foi parar nos tribunais e, em março, a 11ª Câmara Cível do TJMG proibiu o reajuste. A defesa do aposentado utilizou como principal argumento o estatuto, que veda aos maiores de 60 anos aumento de preços baseados simplesmente na mudança de faixa etária. Em seu parecer, a desembargadora Selma Marques, relatora do recurso, ressaltou que “é razoável que os contratantes de maior risco paguem uma contribuição um pouco superior comparativamente aos de faixa etária de menor risco, no entanto, o reajuste não pode configurar um empecilho à manutenção do usuário no plano de saúde”. Como a cooperativa recorreu da decisão, os aposentados contam com a ajuda dos cinco filhos, que estão arcando com o valor extra. “Se não fosse isso, não poderíamos continuar com o plano”, comenta Geraldo Mata.
Mas quando o plano é antigo, os reajustes não ameaçam apenas quem atinge os 60. Usuário de uma cobertura individual contratada em 1989, o engenheiro agrícola Rodrigo de Carvalho , 48 anos, considera que o segmento foi abandonado. Ele questiona a não regulamentação do setor, que, além da polêmica dos reajustes, exclui dos planos antigos benefícios como a atualização do rol de procedimentos ou mesmo a recém-aprovada portabilidade. “A saúde passou a existir só depois de 98? Parece que o objetivo é fazer com que o consumidor do plano antigo desista do produto.” O engenheiro questiona ainda o reajuste de seu plano, feito pelo IGP-M, o que teria pressionado os preços da mensalidade. “Meu contrato previa a correção pelo IPC. Como o índice foi extinto, seria justa uma substituição por outro indicador, também do IBGE, no caso o IPCA, índice oficial da inflação no país”, defende.
Segundo a ANS, a regulamentação do setor é vetada por lei. No entanto, Juliana Ferreira, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), defende que, apesar de a regulamentação das coberturas antigas ter sido proibida com base em uma lei de 1998, existe a norma do setor, de 2001, que atribui à agência a função de regulamentar todo o segmento. “Não há razão para a ANS se negar a regulamentar esse segmento.”
A Unimed-BH informou em nota que os reajustes de planos antigos seguem o que estabelecem os contratos firmados com os clientes, obedecendo também às decisões judiciais. Os percentuais aplicados são definidos com base em cálculos atuariais de maneira a buscar o equilíbrio, não onerando.
fonte:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/02/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=112803/em_noticia_interna.shtml
Assinar:
Comentários (Atom)
